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Mais de 3 mil idosos já foram vítima de quedas em banheiro em 2025, aponta Trauma de JP; saiba como prevenir

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O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, registrou 3.013 atendimentos a pessoas com 60 anos ou mais vítimas de quedas no primeiro semestre de 2025. O número representa 32% dos 9.399 atendimentos por esse tipo de ocorrência realizados pela unidade no período, evidenciando a importância da prevenção, especialmente no ambiente doméstico.

De acordo com o diretor-geral do Hospital de Trauma, Laecio Bragante, a assistência prestada aos pacientes idosos vai além do atendimento imediato. “Nosso compromisso é cuidar das pessoas desde a porta de entrada até o pós-alta, oferecendo acolhimento, tratamento adequado e orientações essenciais para evitar novas quedas. A prevenção também faz parte do nosso cuidado”, ressaltou.

A maior incidência foi registrada na faixa etária de 60 a 69 anos, seguida pelos grupos de 70 a 79 e de 80 a 89 anos. A informação reforça o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta que cerca de 30% dos idosos sofrem ao menos uma queda por ano.

O Hospital de Trauma de João Pessoa é referência em traumatologia no estado e dispõe de estrutura especializada para o atendimento a esse público. Desde 2020, a unidade conta com o Centro de Assistência Avançada em Traumatologia do Idoso (CAATI), que atua com equipe multidisciplinar capacitada e protocolos específicos que proporcionam diagnóstico rápido, tratamento eficaz e reabilitação segura.

O clínico geral do CAATI, Elinaldo Leite, explica que as quedas podem ter diversas causas, desde escorregões e tropeços até alterações cognitivas. “É fundamental considerar não apenas o trauma físico, mas também os fatores clínicos e sociais que contribuem para o acidente. Muitas vezes, pequenas adaptações no ambiente podem fazer grande diferença na prevenção”, orientou.

O aposentado Sebastião Lima, de 74 anos, é um exemplo de como o ambiente doméstico pode ser fator de risco. Ele precisou de atendimento após tropeçar em um tapete solto dentro de casa. “Achei que conseguiria me apoiar na cadeira, mas acabei caindo e machucando a bacia. Depois disso, tirei todos os tapetes da casa”, relatou.

A aposentada Maria Aparecida, de 68 anos, também precisou de atendimento após escorregar na escada. “Tive uma tontura e desci apressada para me sentar, mas perdi o equilíbrio. Agora, uso sempre corrimão e calçados com sola de borracha dentro de casa”, contou.

O diretor Laecio Bragante reforça a importância da atuação familiar na prevenção de quedas. “Muitas vezes, medidas simples como a instalação de corrimãos, remoção de tapetes e melhoria na iluminação já reduzem significativamente os riscos. A participação da família é essencial nesse processo”, afirmou.

Ele também alerta para o risco da imobilização prolongada como tentativa de evitar novos acidentes. “Manter o idoso restrito ao leito pode causar atrofia muscular e dificultar sua mobilidade. O ideal é que ele tenha o acompanhamento necessário para se movimentar com segurança, preservando sua autonomia”, explicou.

Em caso de queda, saiba como agir:

  • Mantenha a calma e verifique se há sinais de dor intensa, sangramentos, deformidades ou dificuldade para se movimentar;
  • Não tente levantar o idoso bruscamente;
  • Verifique a consciência e conforto da vítima;
  • Acione o SAMU (192) em casos de dor intensa, batida na cabeça ou suspeita de fratura;
  • Se o caso for leve, aplique gelo e continue observando sinais como sonolência excessiva, confusão mental ou vômitos, que exigem avaliação médica.

Medidas simples que ajudam a prevenir quedas (orientações da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa):

Utilizar sempre a faixa de pedestres.

Retirar tapetes soltos e evitar encerar a casa;

Instalar corrimãos em escadas e corredores;

Usar calçados fechados com solado de borracha;

Colocar tapetes antiderrapantes nos banheiros;

Manter boa iluminação, especialmente à noite;

Evitar pisos molhados ou escorregadios;

Manter os ambientes livres de obstáculos;

Usar bengalas, andadores ou outros apoios quando necessário;

Esperar o ônibus parar antes de subir ou descer;

Utilizar sempre a faixa de pedestres.

Secom-PB

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