O Hemocentro Regional de Campina Grande aderiu à campanha Junho Vermelho, realizada em todo o país, e aproveita a realização do Maior São João do Mundo para sensibilizar forrozeiros sobre a doação de sangue. A campanha é realizada pelas profissionais do Serviço Social desde o dia 5 de junho e prossegue até 5 de julho, data do encerramento dos festejos juninos da cidade, com a abordagem, panfletagem e divulgação sobre a importância da doação, conforme explicou a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas Especiais do Hemocentro, Maria Lúcia Araújo.
Os locais visitados pelas assistentes sociais responsáveis pela captação de doadores incluem o Sítio São João, Salão de Artesanato, Vila do Artesão, hotéis, shoppings e o aeroporto. O trabalho com as pessoas que visitam os locais onde são realizados os festejos juninos da cidade é uma das estratégias utilizadas pelo Hemocentro Regional de Campina Grande para enfrentar a redução do número de doações.
No mês de junho, Campina Grande realiza o Maior São João do Mundo e as pessoas consomem mais bebidas alcoólicas e dormem menos, o que acaba impedindo a doação de sangue, além de ser um mês onde há queda na temperatura, que acaba provocando doenças que também impedem a doação. Por outro lado, aumentam os números de acidentes de trânsito e de queimados, explica a diretora geral do Hemocentro Regional de Campina Grande, Marisa Agra.
A campanha Junho Vermelho foi criada em 2011, em São Paulo, e tem por objetivo incentivar as pessoas a doarem sangue como um hábito constante. As bolsas de sangue coletadas são divididas em três partes: hemácias, plasma e plaquetas e muitas pessoas não sabem, mas cada hemocomponente tem um prazo de validade diferente, por isso a necessidade é permanente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação é que, no mínimo, 5% da população seja doadora de sangue. No Brasil, essa porcentagem não chega aos 2%.
Para doar sangue, é importante estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 kg e ter entre 18 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos. Jovens que completaram 16 anos também poder doar, desde que sejam devidamente autorizados pelos responsáveis. Na hora da doação é importante estar descansado e evitar alimentação gordurosa algumas horas antes, mas o doador não deve estar de jejum.
Após a coleta, o sangue passa por diversos tipos de testes e as unidades que apresentam reatividade sorológica, ou seja, possuem resultado positivo para doenças transmissíveis, são descartadas. Algumas situações específicas impossibilitam a doação de sangue temporariamente ou de forma definitiva. Pessoas que tiveram evidências clínicas ou laboratoriais de doenças transmissíveis pelo sangue, como Hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II, doença de Chagas, ou que já fizeram uso de drogas ilícitas injetáveis, por exemplo, não podem doar sangue definitivamente. Febres e resfriados também impedem a ação até que o doador melhore e grávidas podem doar 90 dias após o nascimento do bebê em caso de partos normais e 120 dias em casos de cesárea.
Quem fez tatuagens deve esperar um ano para poder doar, devido ao critério técnico para garantir a segurança do sangue doado. O cuidado visa assegurar a qualidade do sangue e evitar a janela imunológica, ou seja, o período em que exames laboratoriais não conseguem identificar a presença do vírus HIV ou de hepatites, por exemplo, em amostras de sangue de uma pessoa infectada.
Secom-PB
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