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Guerra contra o Aedes aegypti, Justiça libera entrada de agentes em imóveis fechados de Campina Grande

A guerra contra o mosquito  Aedes aegypti apontado como o transmissor do vírus da dengue, febre chikungunya e zika, que conforme o Ministério da Saúde, vem provocando o aumento dos casos de microcefalia em bebês, foi intensificada esta semana. Um dos desafios dos agentes de vigilância ambiental, é entrar em casas e prédios fechadas, onde existem piscinas e outros depóstivos propícios para o mosquito se desenvolver. Além dos prédios abandonados, existem muitos terrenos baldios na cidade, o que favorece o desenvolvimento das lavas do mosquito.

 

Uma decisão da 3ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, ajudou na ação dos agentes de combate ao mosquito transmissor da dengue. Desde ontem eles estão autorizados a entrar em todos os terrenos, prédios, casas e apartamentos fechados ou abandonados, mesmo sem a autorização dos proprietários. A decisão atende a um pedido feito pela Procuradoria Geral do Município.

 

Em Campina Grande são, pelo menos, 957 imóveis fechados na cidade, conforme dados da Prefeitura Municipal. As casas, terrenos e prédios fechados têm sido a maior dificuldade dos agentes de saúde no combate ao mosquito. Além de casas, prédios públicos abandonados também representam risco.

 

O último levantamento do Centro de Zoonoses apontou que praticamente 100% dos bairros de Campina Grande apresentaram infestação do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungnya. O Centro de Zoonoses pediu ajuda ao Ministério Público Estadual (MPE), que recebeu uma lista com todos os endereços dos imóveis, casas e terrenos que estão fechados na cidade.

Suspensão de férias

Para reforçar o combate ao mosquito Aedes Aegypti, o Ministério da Saúde determinou também a suspensão das férias de todos os agentes de saúde e guardas de endemia. Os servidores que já estão de férias devem retornar ao trabalho imediatamente. Em João Pessoa, são 800 servidores federais que prestam serviço como agente de saúde e guarda de endemia.

Combate ao mosquito

As ações de combate ao Aeds aegypti na Paraíba recebem nesta semana mais uma iniciativa para inibir a reprodução do mosquito. O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda-feira (15), que enviou 1,9 mil quilos de larvicida ao Estado para eliminar as larvas do transmissor da dengue, chickungunya e zika, essa última responsável pelo surto de microcefalia que assola o país. O quantitativo encaminhado à Paraíba é suficiente para tratar 950 milhões de litros de água, algo equivalente a 380 piscinas olímpicas.

 

O reforço no combate ao mosquito foi enviado aos estados das regiões Nordeste e Sudeste. A quantidade repassada à Paraíba corresponde à demanda da Secretaria Estadual de Saúde. Cada quilograma do larvicida é capaz de tratar 500 mil litros de água. O produto é usado quando não é possível a eliminação do foco de água parada, local de reprodução do Aedes.

 

Redação

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