A grife italiana Relish, que veiculou recentemente uma campanha publicitária usando homens vestidos como policiais militares cariocas revistando duas mulheres, pediu desculpas pelas fotos nesta segunda-feira (2). Em comunicado oficial no site da rede, assinado por um executivo da empresa, Alessandro Esposito, a marca diz que a campanha tem um tom de ironia.

Segundo Esposito, a vontade era dramatizar a situação crítica, que, segundo ele, foi inspirada no filme “Thelma e Louise”, e analisá-la de um ponto de vista irônico. Esposito diz ainda que não houve nenhuma intenção em representar a mulher como objeto, nem incentivar a violência.

Esposito afirma ainda que a imagem das modelos não é de medo, como seria se a situação representada fosse verdadeira, e que tudo na imagem é exagerado, bem longe de ser verdade. E termina a nota dizendo que campanhas publicitárias fortes são muito usadas no setor da moda, e muitas geram polêmicas.

Esposito diz que a campanha foi programada em dezembro, portanto antes da onda de violência contra mulheres, sem fazer referência direta a nenhuma caso específico. Pelo menos três mulheres foram estupradas violentamente no mês de janeiro em Roma.

 Críticas

No dia 1º, a Polícia Militar publicou comunicado criticando a campanha. A PM considerou de “mau gosto a utilização de trajes que simulam seu fardamento por modelos que realizam um arremedo de revista pessoal, de forma totalmente alheia às normas e regras internas”. A PM diz ainda que “o que se vê é, no mínimo, desrespeito a uma instituição”.

A PM repudiou a ação “que tenta fazer crer que policiais desrespeitam também normas morais e éticas durante o serviço”.

 O prefeito Eduardo Paes também criticou a campanha. Para ele, a propaganda é de mau gosto e prejudica a cidade.

 “Não é boa pra imagem da cidade, não é boa pra imagem da Policia Militar, nem acho que tem uma relação direta com o Rio. Portanto, o que eu pretendo fazer é não dar muita atenção a isso, não ficar ajudando a polemizar esse assunto. Vamos minimizar essa história e tratar de trabalhar pela cidade.”

G1

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