Categorias: Saúde

Governo distribui quase 12 mil doses de vacina contra a febre amarela na Paraíba

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Imunização, distribuiu 11.940 doses da vacina contra a febre amarela este ano na Paraíba. Entretanto, existe inconformidade sobre a quantidade de doses aplicadas, em virtude da falta de alimentação no Sistema de Informação (SI-PNI). Ao todo, são 17 municípios de referência para a administração da vacina, entre as 12 Gerências Regionais do Estado. 

“Alimentar o sistema de dados é uma responsabilidade dos municípios. O fornecimento e análise das informações fazem com que tenhamos controle e comprovação de que as vacinas entregues foram administradas. Assim, podemos saber exatamente quantas pessoas estão imunes contra a febre amarela no Estado”, explicou a chefe do Núcleo de Imunização da SES, Isiane Queiroga. 

A Paraíba segue sendo território livre de febre amarela, sem circulação viral. Porém, é necessário que os serviços de saúde públicos e privados estejam atentos a possíveis casos suspeitos, conforme portaria nº 204/2016 e definição do Ministério da Saúde: “Indivíduo com quadro febril agudo (até sete dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, residente ou precedente de área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não humanos ou isolamento de vírus vetores nos últimos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado”. A notificação deve ser comunicada à Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Estado da Saúde em até 24 horas. 

Dados – Até o momento, cinco casos suspeitos de febre amarela foram comunicados no Estado – quatro deles já descartados e um segue em investigação em João Pessoa. “A SES está atenta e acompanhando todos os casos suspeitos, a fim de evitar que o agravo chegue à Paraíba”, reforçou Isiane Queiroga. 

Monitoramento das ações – A febre amarela é uma doença febril aguda, não contagiosa, de curta duração (no máximo 12 dias), cuja letalidade varia de 5 a 10% nos casos poucos sintomáticos, podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias).

O ciclo silvestre de transmissão do vírus da Febre Amarela envolve primatas não humanos (PNH) e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O homem, quando não imunizado, pode se infectar ao adentrar áreas de mata em ambientes rurais e silvestres onde o vírus ocorre naturalmente. O ciclo de transmissão urbano (por Aedes aegypti) não é registrado no país desde 1942.

Dessa forma, a SES orienta a intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti, de forma integrada e continuada, junto às diversas áreas afins no âmbito municipal (Vigilância em Saúde Ambiental, Atenção Básica, Secretaria de Educação, Secretaria de Infraestrutura e Limpeza Urbana, Secretaria de Meio Ambiente, movimentos sociais entre outros), com objetivo de reduzir os índices de infestação como medida de prevenção.

No que se refere à vigilância dos primatas não humanos (PNH), recomenda-se às Secretarias Municipais de Saúde que em caso de adoecimento e/ou mortes desses primatas, informarem a Secretaria de Estado da Saúde pelos telefones (83) 3218-7491 ou 3218-7434 para as orientações necessárias. Até o momento não foi recebida nenhuma amostra de PNH para análise laboratorial. 

Imunização – A recomendação de vacinação para a febre amarela é para o usuário que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra Febre Amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas. Para tanto, no âmbito estadual, o Núcleo de Imunizações da SES-PB é o setor responsável pela solicitação, recebimento, distribuição e monitoramento dos registros de doses aplicadas, alimentadas pelos 17 municípios que são referências para administração da vacina.

PB Agora

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