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Feriado atrapalha campanha de vacinação contra nova gripe

A procura pela vacina está abaixo da expectativa das autoridades. Apenas metade das pessoas que deveriam ter sido vacinadas até agora tomou a dose. E, com a Semana Santa, muitos postos de saúde fecharam na quinta-feira (1º) e sexta-feira (2).

Em Brasília, foi ponto facultativo. Muita gente aproveitou a folga e foi ao posto de saúde. Mas não adiantou sair de casa. A unidade estava fechada. “Hoje que tive uma folga, tirei para levar meu filho para vacinar. Aí chego aqui e o portão está fechado”, reclama um homem.

Na capital federal, até agora, a vacinação contra a gripe A (H1N1) atingiu 40% da meta. No Maranhão, mais de 67% das crianças de até um 1 ano e onze meses foram vacinadas. Metade das gestantes também. No Paraná, a vacinação atingiu 63%. Mas, em outros estados, o movimento nos postos de saúde tem sido menor. No Rio de Janeiro, não chegou à metade do esperado.

No Rio Grande do Sul, o índice total é de 10%. No Amazonas, a vacinação ainda vai começar em 26 cidades que ficam longe de Manaus e a viagem de barco é demorada.

No Tocantins, até agora, menos de 8% do total de grávidas, crianças e portadores de doenças crônicas receberam a vacina. No Espírito Santo, 7%.

Em todo o país, 7,9 milhões de pessoas já receberam as doses contra a gripe A (H1N1), o que representa metade da meta estabelecida até esta sexta.

 

Medo

Autoridades de saúde de alguns estados afirmam que como essa vacina é uma novidade, muita gente tem medo. O médico infectologista Alexandre Cunha diz que não há motivo. “A vacina é absolutamente segura. Vacina que é feita nos mesmos moldes, nos mesmos padrões que a gente tem todo o ano. A única coisa que mudou em relação aos outros anos é que esse ano o vírus é diferente”, explica.

Para se vacinar, basta ir ao posto de saúde e apresentar um documento de identidade com foto. Na segunda-feira (5), começa a próxima etapa da campanha de vacinação. Até 23 de abril, vão ser imunizados também jovens que tenham entre 20 e 29 anos. Essa foi a faixa etária mais atingida pela doença no ano passado.
 

G1

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