A população de 214 municípios paraibanos é obrigada a sair do lugar onde mora quando precisa de atendimento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), estrutura fundamental para a recuperação de pacientes em estado grave. Faltam leitos nos hospitais do interior do Estado e apenas nove cidades possuem hospitais equipados com UTI. O problema provoca superlotação e “inchaço” em João Pessoa e Campina Grande, que concentram 90% dos leitos de terapia intensiva disponíveis na Paraíba. As demais vagas de UTI estão distribuídas em Santa Rita, Guarabira, Remígio, Massaranduba, Patos, Sousa e Cajazeiras.
Dados do Ministério da Saúde apontam que a Paraíba dispõe atualmente de 490 leitos de UTI para atender uma população atual superior a 3,7 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Deste total, 68,5% dos leitos estão disponíveis para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que possui 336 vagas em hospitais públicos e privados.
Com mais de 850 mil moradores, a capital concentra mais da metade das vagas com 270 leitos de UTI, o que representa 55% do total. A rede de Saúde de João Pessoa dispõe de 22 unidades hospitalares públicas e privadas com UTI, entre hospitais, clínicas e maternidades.
Sobram 220 leitos para atender os demais 222 municípios, com uma população total de 2,8 milhões de pessoas. Campina Grande é o segundo maior polo de serviços de saúde do Estado e concentra outra fatia importante dos serviços de terapia intensiva com 172 leitos, ou seja, 35% do total de vagas ofertadas aos paraibanos. São 10 unidades hospitalares em Campina, atendendo também aos municípios do Sertão, Cariri e Agreste, cobrindo uma área com mais de 1,2 milhão de habitantes.
A falta de uma estrutura adequada de UTI pode colocar em risco a vida de quem sofre um grave acidente ou precisa fazer uma cirurgia de grande porte. Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), muitas pessoas ainda morrem na Paraíba por falta de leitos. “É um problema que ocorre muito, mas infelizmente não é registrado. O paciente é transferido para outra cidade, mas morre antes de chegar ao hospital e estes casos não são notificados porque o paciente já chega em óbito. Com certeza, muitos morrem por falta de leitos e com isso as UTIs existentes vivem cheias”, afirma Eurípedes Mendonça, chefe de fiscalização do CRM-PB.
Não há dados estatísticos sobre o número de óbitos relacionados ao número de vagas no Estado. Este levantamento só poderia ser feito, segundo o CRM, se houvesse uma integração da rede hospitalar com uma central de regulação que coordenasse a transferência de pacientes entre municípios.
Jornal da PB
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