Por pbagora.com.br
FOTO: Legado Lima

Não há dúvida de que sobretudo nos dias atuais, as informações estão se disseminando cada dia mais rápido e podem tomar proporções jamais imaginadas. Através das telas de celulares e computadores chegam a todo instante notícias das mais diversas e algumas, por conta de toda a preocupação com relação à pandemia da covid-19, põem a população em alerta.

Foi assim que a informação sobre um possível pneumonia, que já teria matado milhares de pessoas no Cazaquistão se disseminou com uma velocidade inimaginável. As pessoas começaram a temer que além da covid-19, outra doença letal passasse a ameaçar a vida das pessoas.

Na noite da última quinta-feira (9) começaram a surgir relatos da ‘pneumonia desconhecida’ que já teria causado mais de 1.700 mortes no Cazaquistão desde o início do ano, e a informação adquiriu status de veracidade pois foi publicado pela embaixada chinesa no Cazaquistão, com o objetivo de avisar seus cidadãos sobre os potenciais riscos de saúde no país vizinho.

No entanto, tudo indica que se trata de um erro de informação.

Nessa sexta-feira (10) autoridades do Cazaquistão negaram a existência do surto que seria mais letal que a Covid-19 e representantes do governo admitiram que existem mortes por pneumonia de etiologia desconhecida no país, mas que podem ser exatamente casos de Covid-19 que não foram devidamente diagnosticados.

Então o que teria acontecido de errado para que a embaixada chinesa tivesse publicado a informação como verídica?

Tudo indica que uma falha de tradução em um comunicado cazaque deu origem a essa confusão já que o comunicado de autoridades de saúde do Cazaquistão continha atualizações sobre pneumonia comum, e a embaixada chinesa acabou adicionando a palavra “desconhecida” para descrever a doença.

Foi o que bastou para que a notícia caísse como uma bomba em todos os países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também atribuiu as mortes pela “pneumonia desconhecida” à Covid-19.

PB Agora

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