Oito casos suspeitos ainda são investigados. Sintomas incluem dor gastrointestinal, enjoos e alterações neurológicas, como perda de visão

Uma doença desconhecida até o momento assusta os moradores de Minas Gerais, onde oito casos suspeitos são investigados pelo estado. Os pacientes apresentam problemas gastrointestinais – como náuseas, vômitos e dor abdominal -, insuficiência renal aguda e alterações neurológicas – com paralisias e dificuldades na visão.

Seis casos foram em Belo Horizonte, um em Nova Lima e outro na cidade de Ubá, no interior do estado. Todos os pacientes são homens, com idade entre 23 e 76 anos. O primeiro caso foi registrado em 19 de dezembro, sendo que um dos pacientes, de 55 anos, morreu na terça-feira 7 em Juiz de Fora, onde estava internado.

De acordo com a Secretaria de Saúde de MG, exames foram realizados pela Fundação Ezequiel Dias, que abriga o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais, e ainda não há resultados conclusivos. Em entrevista ao jornal Estado de Minas, o subsecretário de Vigilância em Saúde do estado, Dario Ramalho, informou que os agentes de saúde investigam se uma possível intoxicação por etanol poderia causar o quadro clínico dos pacientes.

“Todos [os pacientes] com insuficiência renal aguda de rápida evolução (até 72 horas) e alterações neurológicas centrais e periféricas.”, diz a nota da secretaria estadual.

“Devem ser notificados os casos ocorridos a partir de primeiro de dezembro de 2019, que iniciaram com sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal) associados à insuficiência renal aguda grave de evolução rápida (até 72 horas) seguida de uma ou mais alterações neurológicas: paralisia facial, borramento visual, amaurose, alteração de sensório e paralisia descendente.”, informou a Secretaria.

O órgão ainda disse que uma força tarefa foi constituída com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e o Ministério da Saúde. A primeira reunião foi realizada na quarta-feira 8 para alinhar informações e dados colhidos e definir os trabalhos.

A Secretaria de Saúde de BH investiga os aspectos clínicos, epidemiológicos e sanitários da doença. Além disso, fiscais sanitários agem na coleta de alimentos e demais produtos, para análise laboratorial, além de vistorias nos locais de aquisição desses produtos.

A Polícia Civil de Minas Gerais está verificando indícios de crime relacionado a doença desconhecida. Até o momento, amostras de bebidas foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para serem examinadas. O governo do estado pede que novos casos sejam comunicados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.

Por sua vez, o Ministério da Saúde disse que uma equipe especializada em epidemiologia foi enviada a Belo Horizonte terça-feira. Os profissionais colaboram na investigação e no diagnóstico dos casos.

*Com informações da Agência Brasil

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