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Covid: pandemia não está nem perto do fim, adverte chefe da OMS

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta aos líderes mundiais de que a pandemia de coronavírus “não está nem perto do fim”. Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu contra a suposição de que a variante ômicron seja mais suave do que as anteriores, e de que, portanto, seria uma ameaça menor.

Nesta semana, alguns países europeus registraram novos números de casos. Na quarta-feira (19/1), pela primeira vez desde o início da pandemia, mais de 100 mil novas infecções foram registradas na Alemanha em 24 horas. Em entrevista coletiva na sede da OMS em Genebra, Tedros disse a repórteres que a ômicron levou a 18 milhões de novas infecções em todo o mundo na semana passada.

Embora a variante possa ter consequências menos graves para muitos pacientes, “a narrativa de que ela é uma doença leve é enganosa”, disse ele. “Não se engane, a ômicron está causando hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves estão enchendo as unidades de saúde.”

Ele alertou os líderes globais que “com o incrível crescimento global da ômicron, novas variantes provavelmente surgirão, e é por isso que o rastreamento e a avaliação permanecem críticos”.

“Continuo particularmente preocupado com muitos países que têm baixas taxas de vacinação, pois as pessoas correm muito mais risco de doenças graves e morte se não forem vacinadas”, acrescentou.

O diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, também alertou que o aumento da transmissibilidade da ômicron provavelmente levará a um aumento nas hospitalizações e mortes, especialmente em países onde menos pessoas são vacinadas.

“Um aumento exponencial de casos, independentemente da gravidade das variantes individuais, leva a um aumento inevitável de hospitalizações e mortes”, disse ele.

Recorde de casos diários na Europa

Novas infecções por coronavírus vêm crescendo em toda a Europa à medida que a nova variante se espalha por todo o continente.

Na Dinamarca, as autoridades relataram um recorde de 33.493 novos casos diários de covid-19 na terça-feira, enquanto as autoridades de saúde da Itália registraram 228.179 novas infecções, contra 83.403 no dia anterior. Na Alemanha, um recorde de 112.323 novos casos foi relatado na quarta-feira, e a taxa de incidência de casos por 100 mil pessoas também subiu para um novo recorde de 584,4 na semana passada.

Enquanto isso, a França registrou 464.769 novas infecções diárias na terça-feira, mais de quatro vezes maior que o número de 102.144 de segunda-feira e um recorde diário para a pandemia. As infecções já ultrapassaram uma média semanal de mais de 300 mil novos casos por dia no país.

Da Redação com BBC de Londres

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