A Paraíba recebeu nessa segunda-feira (9) a visita da coordenadora geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Daniela Salomão. A agenda fez parte do I Encontro Paraibano de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes e reuniu equipes transplantadoras, hospitais credenciados e médicos especialistas para discutir o panorama de realização de transplantes no Estado.

O evento aconteceu no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires e, de acordo com o diretor da Central de Transplantes da Paraíba, Luiz Gustavo Barros, teve o objetivo de avaliar como se encontra a atual política de gestão de transplantes na Paraíba e quais as possibilidades de melhora para o ano de 2020. “Temos, hoje, um estado em ampla ascensão em relação a transplantes de órgãos. Esse ano já temos 24 transplantes de fígado, que é o maior marco histórico da Paraíba. Para se ter uma ideia, durante todo o ano de 2018 só realizamos 3 transplantes desse tipo”, relatou.

Impressionada com os avanços da Paraíba, Daniela Salomão destacou o retorno da cirurgia cardíaca como uma grande vitória para a população e afirma que o estado tem muito o que comemorar. Ela também elogiou o trabalho do Governo do Estado, ressaltando a eficiência da melhoria das condições clínicas nos hospitais e na capacidade de atendimento na demanda da população. Além disso, existe o fato de beneficiar o usuário do SUS local. “Aquele paciente deixa de precisar se deslocar para outros estados em busca de um tratamento especializado como é o transplante. Esse é um momento muito importante para a Paraíba, que se mostra cada vez mais participando do processo de doação e acompanhando o ritmo do país”, afirma.

O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, ressaltou que os termos transplante e doação de órgãos, se usados de maneira correta, tende a sensibilizar a sociedade e, consequentemente, a gestão obtém resultados positivos. “Essa foi a conquista da Paraíba em um curto espaço de tempo. Hoje, representamos o ente da federação que mais cresceu no quantitativo de realização de transplantes e de doação de órgãos”, pontuou.

Sobre a escolha desse primeiro Encontro de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes ser realizado no Hospital Metropolitano, Geraldo Medeiros explica que a unidade é uma referência como hospital público na área de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares no Nordeste. Ele enfatizou que existem poucas unidades no país com a mesma resolutividade e a amplitude de tratamento nessa área.

“Essa é uma realidade que fez com que nós trouxéssemos esse evento para o Metropolitano. Atém disso, há esse projeto de no próximo ano o hospital ser habilitado para realizar o transplante cardíaco em adultos e crianças”, destacou.

Na ocasião, também foi divulgado o projeto do Lar Medeiros, uma casa de apoio para acolher as famílias dos transplantados. O secretário também noticiou que a FAB disponibilizou duas aeronaves para serem utilizadas pela Central de Transplantes a partir de 2020. Ao final do evento, Daniela Salomão e Geraldo Medeiros visitaram o Hospital Metropolitano acompanhado dos diretores da unidade.

PB Agora

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