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Ontem (21), o Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição do uso de polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos de preenchimento estético no Brasil. O requerimento foi entregue, solicitando a suspensão imediata da produção e comercialização de preenchedores à base do material.
O documento destaca complicações graves associadas ao PMMA, como infecções, reações inflamatórias, necroses, insuficiência renal e até óbito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a substância, de difícil remoção, pode causar sequelas irreversíveis e reações imprevisíveis, algumas manifestando-se anos após a aplicação.
O PMMA é autorizado pela Anvisa para fins corretivos, como tratamentos para lipodistrofia em pacientes com HIV/aids ou correções volumétricas decorrentes de doenças. No entanto, seu uso para fins exclusivamente estéticos não é aprovado, embora relatos de complicações envolvendo procedimentos injetáveis tenham se tornado frequentes.
Casos de repercussão nacional incluem influenciadoras que sofreram graves consequências após o uso do material, com desfiguração facial e até morte em decorrência de procedimentos malsucedidos. O CFM também chamou atenção para a proliferação de cursos de estética oferecidos a profissionais não médicos. Dados divulgados em 2024 mostram que 98% desses cursos não exigem formação em medicina, mesmo ensinando técnicas invasivas. Muitos desses cursos são realizados à distância, aumentando o risco de práticas inadequadas.
O Conselho enfatizou a necessidade de maior fiscalização para garantir o cumprimento da Lei do Ato Médico e a segurança dos pacientes, além de alertar sobre o impacto da prática ilegal da medicina no país.
Redação com Agência Brasil
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