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Brasil registra 88 casos de mpox em 2026; Paraíba não registra ocorrências

Foto: reprodução Adobe/Stock

O Brasil contabiliza atualmente 88 casos confirmados de mpox em 2026. Segundo o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS), os casos estão concentrados no Distrito Federal (1) e em seis estados:

  • Minas Gerais (3)
  • Paraná (1)
  • Rio de Janeiro (15)
  • Rondônia (4)
  • Rio Grande do Sul (2)
  • São Paulo (62)

O estado de São Paulo lidera o número de casos, seguido por Rio de Janeiro e Rondônia. A Paraíba não registra casos até o momento, e não há situações graves ou óbitos relacionados à doença no país. O MS informa que a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves a moderados.

Mpox: o que é

A mpox, anteriormente chamada de “varíola dos macacos”, é uma doença viral zoonótica causada pelo Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil notificou 14.566 casos, segundo painel de dados do MS atualizado até 20 de fevereiro de 2026. A maior parte ocorreu entre 2022 e 2023, durante o surto global que afetou mais de 120 países e resultou em mais de 100 mil casos.

Prevenção

Ao contrário de outras doenças virais, a prevenção é a principal forma de proteção contra a mpox. O MS orienta evitar contato direto com pessoas infectadas ou suspeitas, usando luvas, máscaras, avental e óculos de proteção quando necessário.

Outras recomendações incluem:

  • Higienizar mãos com água e sabão ou álcool em gel;
  • Lavar roupas, toalhas e lençóis com água morna e detergente;
  • Limpar e desinfetar superfícies potencialmente contaminadas;
  • Descartar corretamente resíduos como curativos.

Sintomas e transmissão

Entre os sintomas estão:

  • Erupções ou lesões de pele;
  • Linfonodos inchados;
  • Febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

A transmissão ocorre principalmente por:

  • Contato direto com lesões de pessoas infectadas;
  • Exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • Uso compartilhado de objetos contaminados;
  • Contato com animais silvestres infectados.

Pacientes suspeitos ou confirmados devem cumprir isolamento e evitar compartilhar objetos pessoais.

Tratamento

O antiviral tecovirimat (TPOXX) foi aprovado em 2022 para auxiliar no manejo da mpox, mas não há tratamento específico para a doença. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem naturalmente, com cuidados clínicos voltados ao alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de sequelas.

Recomendações incluem: manter lesões secas ou cobertas, evitar contato com feridas na boca ou olhos e usar enxaguantes bucais e colírios sem cortisona.

Vacinação

O MS prioriza a vacinação para grupos de maior risco, como pessoas vivendo com HIV/aids com baixa imunidade e profissionais de laboratórios que lidam com o vírus. A vacinação pós-exposição é indicada para quem teve contato direto com casos suspeitos ou confirmados.

Redação com Brasil 61

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