Após dez anos, a Paraíba, voltou a realizar,um transplante de coração. O doador foi um jovem de 22 anos, vítima de ferimento por arma de fogo, que teve morte encefálica. Além do coração, o fígado dele também foi doado.
A captação dos órgãos aconteceu no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, no final desta manhã.

Os órgãos seguiram para o Hospital Nossa Senhora das Neves, onde são realizados os transplantes. O transporte foi feito com apoio do Corpo de Bombeiros que, em setembro, na abertura da Campanha Família Doadora, firmou um termo de cooperação com a Central de Transplantes, cedendo uma viatura e equipe 24 horas para agilizar a captação de órgãos. No período da tarde, foi realizado o transplante de coração em um paraibano de 48 anos de idade. Já o fígado será transplantado em uma paraibana de 42 anos.
O secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, comentou que este é mais um grande marco para a saúde da Paraíba e reforçou que é preciso continuar o trabalho de conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos.

“Foi implementado um novo modelo gerencial na Central de Transplantes da Paraíba, através da motivação da equipe e da conscientização da sociedade. Com o aumento no número de doações, consequentemente, houve um aumento no número de transplantes no Estado. Esse ano, já tivemos 26 transplantes de rim, 15 de fígado, o primeiro de medula óssea e, agora, após dez anos, um transplante de coração”, disse o secretário.

Geraldo explicou, ainda, que é preciso que a sociedade contribua e manifeste, em vida, aos familiares que, na eventualidade de uma morte encefálica, deseja doar os órgãos. “Só assim tiraremos os pacientes que estão na fila de espera. São mais de 300 paraibanos esperando um transplante de rim, seis aguardando um transplante de coração e sete esperando um fígado. É essencial que a sociedade modifique os conceitos e, mesmo diante do sofrimento pela perda de um parente, autorize a doação de órgãos, salvando vidas”, alertou Geraldo Medeiros.

O diretor da Central de Transplantes, Luiz Gustavo de Barros, pontuou que o último transplante de coração na Paraíba foi feito em junho de 2009, ou seja, há mais de 10 anos.
“A divulgação nas mídias sobre o tema morte encefálica contribuiu muito na redução da recusa familiar em relação à doação de órgãos e tecidos” disse.

Redação

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