Categorias: Saúde

Após 14 dias internada, menina de 11 anos ganha jaleco e estetoscópio e vira médica por um dia

Os 14 dias de hospitalização para tratar uma pneumonia deram a Álice Rebeca, de apenas 11 anos de idade, a certeza de sua escolha profissional: ser médica. Entre um procedimento e outro, o interesse só cresceu. Foi aí que a equipe do Hospital Geral do Hapvida, em João Pessoa, resolveu contribuir para que o sonho da jovem começasse a se tornar realidade e, nesta sexta-feira (17), ela pôde ser médica por um dia.

Vestida de jaleco e com estetoscópio, ela visitou cada setor da unidade hospitalar, conheceu os laboratórios, acompanhou ultrassonagrafia de gestantes e foi até o setor de neonatologia. A iniciativa fez parte do Projeto ‘Realize um Sonho’, que é desenvolvido pela unidade hospitalar como forma de humanização e de criar vínculos entre a equipe e os pacientes.

“Rebeca nos chamou atenção pela forma como enfrenta a vida. Ao longo desses 14 dias ele sempre deu um jeito de tirar o que é positivo em tudo que aconteceu. É uma paciente que trabalha dentro dela tudo o que vai acontecer. Em alguns procedimentos ela dizia estar nervosa, mas afirmava estar confiante. Sentiu medo, mas acreditava que daria certo. Tem muita maturidade para entender a realidade que a cerca”, afirma Georgia Campos, diretora médica da unidade e pediatra que acompanhou a criança.

Para a futura médica, a oportunidade de acompanhar o funcionamento da unidade reforçou ainda mais certeza do que quer ser profissionalmente. “Amei a experiência. É um sonho realizado! Até porque penso que se você quer ser médica tem que conhecer o local onde você vai atuar”, disse a menina.

A garota não foi só surpreendida, ela também surpreendeu a pediatra Georgia Campos ao entregar uma carta, em que agradece a toda equipe pelo cuidado. “O sentimento que fica é o de que a nossa vocação. A nossa missão está sendo cumprida porque aqui tentamos ser mais do que médicos e também fazer parte da vida de cada paciente, pois eles sempre deixam um pouco com a gente e levam também um pouquinho de nós com eles”, relata a diretora do Hapvida.

Gratidão – O pai de Rebeca, Adilson Pereira – que acompanhou a filha ao longo desses dias de internação –, afirmou que o sentimento é de gratidão. “Não tem preço que pague o que fazem por minha filha. É uma questão de valor pela dedicação, pela entrega, carinho, cuidado e respeito que tiveram, não só com ela, mas com nós, os familiares dela”, afirma.

Esse sentimento é compartilhado também por Rebeca. “Eles sempre me cuidaram com carinho. Se iam colocar um acesso, me falavam; se precisava passar por um procedimento, me explicavam o que seria e como seria. Eu agradeço a toda equipe, a Dra. Georgia, as enfermeiras, a equipe que traz a comida, que ajeita e mantém a cama limpa”, descreve Álice Rebeca.

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