Em depoimento a imprensa, o diretor técnico da rede de observação da Associação Paraibana de Astronomia (APA), Marcelo Zurita, falou sobre os efeitos que os incêndios que vem ocorrendo entre o centro e o sul da África, na altura da República Democrática do Congo, Zâmbia e países vizinhos, está tendo no litoral do Nordeste, em particular na Paraíba.

Segundo ele, no estado foi identificado que o pôrdo-sol está mais avermelhado recentemente, algo normalmente percebido somente na época de colheita da cana, o que não é o caso. De acordo com o Centro de Monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), setembro começou com 10 focos de queimadas ativos na Paraíba e foram registrados 103 até o fim de agosto deste ano, número pouco menor que os 102 vistos no mesmo período de 2018.

A partir de imagens de satélite, a APA concluiu que a alteração na coloração do céu de João Pessoa não vem das queimadas no estado, mas das que ocorrem no continente africano, que estão espalhando fumaça também no litoral do Nordeste por meio de correntes de vento que atravessam cerca de 6 mil km do Oceano Atlântico.

Conforme o especialista as partículas geradas pela queima da biomassa são altamente tóxicas e pequenas o suficiente para percorrer longas distâncias e eventualmente se instalar nos pulmões das pessoas.

 

Redação

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