Categorias: Saúde

A cada mil pessoas, 41 apresentam deficiências auditivas na PB

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 Thiago Maurício tem cinco anos e há duas semanas realiza a fonoterapia, com o objetivo de estimular a fala e audição. O pequeno não foi submetido ao teste da orelhinha, exame que avalia a audição e detecta precocemente algum grau de surdez no bebê, logo nos primeiros dias de vida. Maria Elizabete, mãe de Thiago, nem imaginava que os balbucios que ele pronunciava até os três anos eram decorrentes da perda profunda da audição, principalmente da direita.

“Ele falava ‘papa e mama’ vez por outra. Então eu acreditava que era porque ele era muito pequeno e que com o tempo passaria a falar normalmente. Mas a gente começou a notar também que ele não demonstrava ouvir quando falávamos com ele, e não tinha reação a outros sons. Então quando ele já estava com três anos, foi que eu entendi que devia procurar o médico”, conta a mãe.

A fonoaudióloga da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad) em João Pessoa, Keila Maruze, explica que é importante observar o desenvolvimento da linguagem do bebê desde os cinco meses quando aparecem os balbucios, pois é através da audição que o indivíduo aprende a se comunicar com o mundo.

“A audição começa se desenvolver a partir do quinto mês de gestação e é um dos sentidos mais importantes para a aquisição de habilidades para a vida toda. Qualquer problema auditivo detectado e tratado precocemente favorece o desenvolvimento do bebê, sendo possível um progresso muito próximo ao de uma criança ouvinte”, afirma a especialista.

Elizângela Moreira Soares também é fonoaudióloga da Funad e acompanha Thiago no processo de reabilitação. Ele recebeu as próteses retroauricular (atrás da orelha) em maio, e desde então precisa compreender e estimular a fala para desenvolver a audição. “O Thiago é bem agitado e temos que aguçar a concentração dele para posteriormente estimular a leitura labial. Ele ainda não percebe os sons, mas com as terapias passará a reconhecer a fala, que é escutar e entender o que o outro pronuncia, até repetir o que a gente tá falando”, conta a fonoaudióloga.

Elizângela ainda ressalta que o resultado dependerá também do estímulo recebido em casa e na escola. “O grau da perda e o comprometimento da família é que vai dizer como vai ser no futuro”. Nesse processo, Maria Elizabete garante que o pequeno Thiago recebe todo o apoio necessário.
“Tudo o que a fonoaudióloga ensina aqui, temos que repetir em casa. Atualmente, sem o aparelho, ele não escuta nada e tem bastante dificuldade na escola. Mas em duas semanas de terapia já percebo ele falar as palavras ‘mamãe e papai’ completas. Tenho certeza que logo meu filho terá uma vida normal e saudável”, afirma Maria Elizabete.

Redação

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