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Wellington Roberto foi único paraibano no Conselho de Ética a votar a favor de Cunha

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 A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde de ontem (14/6), o parecer do relator Marcos Rogério (DEM-RO), que pedia a cassação do mandato do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por 11 votos a nove. A maior parte dos parlamentares que apresentou posição contrária ao relatório é correligionária de Cunha, a exemplo do único parlamentar paraibano na comissão o deputado federal Wellington Roberto (PR).

O paraibano Wellington Roberto (PR), junto aos peemedebistas Alberto Filho (MA), Mauro Lopes (MG) e Washington Reis (RJ) foram alguns dos que defenderam a permanência de Cunha na Câmara. Único deputado do DF na comissão, Laerte Bessa (PR) também votou contra o relatório.

Antagonistas históricos, peessedebistas e petistas demonstraram estar de acordo quanto ao desejo de pôr fim ao mandato de Cunha. Pelo lado do PT, Leo de Brito (AC), Valmir Prascidelli (SP) e Zé Geraldo (PA) votaram sim pela aprovação do parecer. Já do lado do PSDB, Betinho Gomes (PE) e Nelson Marchezan Junior (RS) pediram a cassação do presidente afastado da Câmara.

 

A cassação do deputado foi pedida no último dia 1º pelo relator Marcos Rogério (DEM-RO).

Os votos decisivos vieram por parte da Tia Eron (PRB-BA), que ainda não havia tornado público seu posicionamento, e Wladimir Costa (SD-PA), que mudou o voto. Durante a votação, que foi feita com cada deputado anunciando o voto, alguns parlamentares ergueram cartazes pedindo “Fora, Cunha”, e dizendo tratar-se de uma “vitória da pressão popular”.

 

O pedido de cassação agora precisa ser aprovado em plenário pelo voto de ao menos 257 dos 513 deputados. Antes, a defesa de Cunha pode recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara sobre eventuais falhas na tramitação do caso. Apenas depois do recurso à CCJ é que o conjunto dos deputados decide sobre a perda do mandato.

Cunha está afastado do mandato desde 5 de maio, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que entendeu que o deputado utilizava o cargo de deputado para tentar interferir nos processos contra ele, tanto na comissão de ética quanto na Justiça.



Redação

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