O deputado federal Wellington Roberto (PR) já entrou no jogo, para as eleições deste ano. E as fichas para isso valem muito: 70 prefeitos que ele garante ter consigo. Setenta, ou menos, não interessa. O importante é que ele já se credenciou para ser um dos protagonistas das decisões políticas deste ano e criou o cacife para tal.
Tanto que o ano já começa com uma declaração dele que causa rebuliço na política estadual: a de que PP, PTB e DEM, partidos que anunciaram apoio à candidatura ao Governo do Estado do atual prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), não tem consistência, musculatura ou, em tradução mais direta, não têm peso eleitoral, voto, propriamente dito.
Wellington quis dizer que ele, sozinho, consegue atrair para a candidatura de Cícero Lucena (PSDB) o peso de 70 prefeitos que lhe dão suporte político, enquanto que os três partidos, juntos, não agregam nada parecido, ao prefeito da capital. É mais ou menos por aí…
Não interessa se hoje Wellington Roberto tem, mesmo, 70 prefeitos. Se não tiver, que sejam 60 ou 50. E, mesmo que estes votem nele para senador ou deputado federal e não sigam a sua posição – em sua totalidade – na eleição para governador, o ex-proprietário da Auto Comercial Holanda de Campina Grande já está credenciado para o jogo.
Posso até arriscar mais: Wellington é peça importantíssima para as pretensões de Cícero Lucena de se manter na disputa pelo Governo do Estado. Servirá como cacife para tal. Imagine, por exemplo, Cícero e Wellington indo ao ex-governador Cássio Cunha Lima, acompanhados dos tais 70 prefeitos, ou um pouco menos, perguntando ao homem de um milhão de votos (ou de amigos, como queiram):
“Já que você prega a união das oposições da Paraíba no primeiro turno, que tal juntarmos este poderio político ao seu e rumarmos, como você próprio diz, unidos, em oposição a Maranhão?”. Perguntinha difícil de ser respondida, hein?







