Categorias: Política

Voto obrigatório divide posição dos deputados

 O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por 311 votos a 134, na noite desta quarta-feira, o fim do voto obrigatório, previsto no relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para a PEC (emenda constitucional) da reforma política. Assim, manteve-se na Constituição o voto e o alistamento eleitoral obrigatórios para os maiores de 18 anos.

 

Com a rejeição do texto de Picciani, mantém-se na Constituição o voto e o alistamento eleitoral obrigatórios para maiores de 18 anos. A decisão sobre o fim do voto obrigatório dividiu a bancada paraibana.

Dos 12 deputados quatro votaram pelo sim e seis optaram pelo não. Dois se ausentaram. Veja como foi o voto de cada parlamentar paraibano:
Efraim Filho/Sim; Damião Feliciano /Ausente; Hugo Motta/Não; Manoel Junior/Sim; Veneziano Vital do Rêgo/Não; Aguinaldo Ribeiro/Não; Wellington Roberto/Não; Rômulo Gouveia/Sim; Pedro Cunha Lima/Não; Luiz Couto/Não; Wilson Filho/Sim e Benjamim Maranhão ausente.

Segundo o texto constitucional, continua facultativo o alistamento para os analfabetos, os maiores de 70 anos e aqueles maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
Durante a votação em Plenário, o DEM, o PPS e o PV manifestaram-se a favor do voto facultativo. O PMDB liberou a bancada, enquanto todos os demais partidos defenderam o voto obrigatório.

Apesar de liberar a bancada, o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), defendeu a faculdade do eleitor de decidir se quer ou não votar.
“Mais vale um pleito com eleitores que se mobilizaram e que criam afinidade com um partido, com uma proposta, com um candidato, do que uma massa que vai às urnas obrigada, sem ter formado opinião sobre as propostas e os candidatos”, disse.

Já o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), disse que é um engano pensar que, com o voto facultativo, não haverá mais compra de voto e currais eleitorais.
“É melhor manter o sistema como está, até porque a experiência de outros países que adotam o voto facultativo mostra que há prevalência do poder econômico”, disse

Alencar, acrescentando que o voto pode ser comprado, seja obrigatório ou facultativo.
“Diante da maturidade da democracia brasileira, ainda a se consolidar, é melhor manter o sistema como está. Quem não quiser participar das eleições paga a multa irrisória, e a vida segue”, completou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) também defendeu o voto obrigatório. “A obrigatoriedade do voto significa que este Parlamento quer manter esse direito nas mãos de todos os cidadãos”, disse.

Redação

Últimas notícias

Apoio direto de Lula fortalece Hugo Motta e amplia projeção nacional do presidente da Câmara

Informações de bastidores divulgadas nesta sexta-feira pelo JPNews apontam que o encontro recente entre o…

6 de fevereiro de 2026

Cícero Lucena critica vereadores que abandonaram base governista e passaram para a oposição na CMJP

O prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), não…

6 de fevereiro de 2026

Ruy evita definição para governo, mas declara voto em Veneziano e Nabor para o Senado

Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (06), deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) voltou a afirmar…

6 de fevereiro de 2026

Fórum Paraibano de Combate à Corrupção será coordenado pelo MPPB nos próximos dois anos

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai coordenar, nos próximos dois anos, o Fórum Paraibano…

6 de fevereiro de 2026

INSS realiza mutirão de atendimentos neste fim de semana com vagas em JP e CG

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promove neste fim de semana, nos dias 7…

6 de fevereiro de 2026

Lucas Ribeiro descarta saída antecipada de João Azevêdo e confirma troca no Governo apenas em abril

As especulações sobre uma possível saída antecipada do governador João Azevêdo (PSB) do comando do…

6 de fevereiro de 2026