AJUSTES: governista sai em defesa de Ricardo Coutinho e diz que ‘voto de cabresto’ impedia mudanças na educação da Paraíba
O deputado estadual licenciado Tião Gomes (PSL), mesmo ausente dos trabalhos legislativos, mostrou, mais uma vez, que não está alheio às questões polêmicas que rodeiam o Governo Ricardo Coutinho. O parlamentar é um dos únicos que em 2011 vestiu a camisa do Governo e saiu em defesa da administração estadual sem temer as críticas dos adversários e até mesmo dos aliados.
Nesta terça-feira (10), o parlamentar decidiu sair em defesa da administração estadual no que diz respeito aos ajustes que estão sendo realizados na área Educação e enalteceu que as acomodações na área são necessárias para não apenas o desenvolvimento do Estado, mas também o desenvolvimento pessoal e intelectual de cada aluno.
Tião Gomes ainda desmistificou o fato do Governo Ricardo Coutinho está sendo taxado de ditador e ressaltou que o socialista apenas está pondo em prática uma promessa de campanha, a mesma que convenceu o eleitorado na campanha de 2010 – melhorar a rede estadual de ensino
“Nenhum governador, até hoje na Paraíba, teve a coragem de fazer as intervenções que o atual Governo está realizando e eu acredito que os outros só não o fizeram por medo de perder eleitorado. Com Ricardo é diferente, pois ele pode até errar, mas se ele errar, todos nós sabemos que ele errou tentando acertar”, destacou.
Gomes também responsabilizou os ex-gestores estaduais por deixarem ‘o abacaxi’ para Ricardo descascar.
“Demitir é sempre uma questão polêmica e todos nós sabemos que a Constituição Federal de 88 deixa claro que nenhum comissionado tem estabilidade. O fato é que antes o Ministério Público não interfiria e agora ele está cobrando o cumprimento da substituição de servidores comissionados por servidores concursados”, disse, culpando os ex-governadores de terem confeccionado uma bola de neve e deixando agora um abacaxi para o atual governador descascar.
Apesar das criticas dos adversários, Gomes ressalta que o Governo Ricardo é o ‘governo da coisa séria’. “Acabou-se a época do apadrinhamento, chegou à época da coisa séria”.
Um dos exemplos citados por Gomes foi o fato de, escolas estaduais, com apenas 500 alunos, terem mais de 50 funcionários, a maior parte deles comissionados. “Isso é uma irregularidade que o MP já mandou consertar na rede municipal e agora está cobrando o cumprimento por parte do Estado também”, revelou.
PB Agora
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