Um dos assuntos mais discutidos no País, é a reforma política no Congresso Nacional. Inclusive, essa é uma das promessas de campanha da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). Entretanto, na manhã desta sexta-feira (14), em sessão na Assembléia Legislativa da Paraíba (ALPB), dois parlamentares demonstraram descrença sobre o assunto.
Na ocasião, eles declararam que essa reforma não vai sair do papel porque os congressistas não vão fazer nada que os prejudique e, ainda, que só um golpe mudaria a história, pois enquanto a maioria (povo) votar pelo que vai ganhar em troca, não haverá mudança.
“Eu acredito que a reforma não vai sair do papel. É tanto blá blá blá pra lá e pra cá que se espremer não vai sair nada. O ponto principal é o Congresso fazer o papel dele. Mas essas análises são todas conversas fiadas. É tudo balela”, desabafou o vice presidente da ALPB, deputado Edmilson Soares (PEN).
Acrescentou que viu o povo nas ruas, vários movimentos e nada mudou. Segundo ele, os políticos do Congresso não farão nenhuma reforma que mexa com eles mesmos. “Eu acredito que possam fazer alguma mudança mas para daqui a muitos anos. Lá pra 2022, 2024, mas para a gora nada vai mudar”, afirmou Edmilson.
“Só vamos conseguir mudar com um golpe, pois num processo democrático propriamente dito, o povo que é a maioria não vai conseguir mudar. Enquanto estiver sendo oferecidas as coisas e o voto estiver saindo, a minoria não vai conseguir mudar”, enfatizou Venturiano.
Ele afirmou que essa minoria tem importantes projetos e que a situação política do País não pode ficar como está. “Não podemos continuar com as leis montadas do jeito que estão e os três poderes descumprindo-as”, disse o parlamentar.
Entenda sobre reforma política
É um conjunto de mudanças que pretende aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro. Existem várias propostas, elaboradas por diversos segmentos da sociedade organizada e partidos políticos. No Senado, uma das propostas que seguem para a aprovação é a que muda a forma como os deputados são eleitos, por exemplo .
Para que a presidente Dilma Rousseff tenha êxito em sua principal proposta para seu segundo mandato (a aprovação de uma reforma política), ela terá de se entender com o Congresso quanto à melhor forma de consultar a sociedade no processo.
Pela proposta de Dilma, um plebiscito sobre a reforma política permitiria aos brasileiros posicionar-se sobre vários temas. Eles poderiam, por exemplo, decidir se o financiamento das campanhas deve ser público, privado ou misto; se o voto deve ser nos partidos, em listas fechadas, ou em candidatos; se deve ser criada uma cláusula de barreira para impedir que partidos pequenos assumem lugares na Câmara; e se a reeleição deve ser proibida.
Caberia ao Congresso decidir quais perguntas serão feitas e elaborar uma proposta que respeitasse os resultados da consulta. Esse modelo daria aos eleitores maior poder na elaboração da proposta.
No caso de um referendo, o Congresso elaboraria uma proposta de reforma, e os eleitores teriam apenas o poder de chancelar ou vetar o projeto como um todo, sem poder modificá-lo. Esse modelo daria ao Congresso mais poder na elaboração da proposta.
Quais os argumentos favoráveis e contrários aos dois modelos?
Defensores do plebiscito dizem que, se a elaboração da reforma ficar a cargo do Congresso, dificilmente serão aprovadas medidas que descontentem deputados e senadores. A reforma, dizem eles, provavelmente seria tímida.
Eles afirmam que um plebiscito atenderia os anseios dos manifestantes que foram às ruas em junho de 2013 e pediram maior participação da sociedade nas decisões do Estado.
Já os defensores do referendo dizem que um plebiscito teria perguntas muito específicas e que dificilmente os eleitores estarão informados o suficiente para respondê-las. Afirmam, ainda, que as opções dos eleitores poderiam produzir uma proposta "frankenstein", difícil de pôr em prática.
Eles dizem que o Congresso é o órgão mais capacitado para a tarefa e detém a legitimidade para executá-la, por ser composto por deputados e senadores eleitos pelo povo. Afirmam, ainda, que a realização de um plebiscito reduziria a importância do Legislativo, afetando o equilíbrio entre os Três Poderes.
PB Agora
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