Ao registrar sua candidatura no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em 2006, o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), omitiu a participação societária numa emissora de rádio que recebe recursos públicos para divulgar publicidade do governo do DF, informa reportagem de Fernanda Odilla, publicada nesta terça-feira (12) pela Folha.
Segundo a reportagem, desde 2004, a rádio Voz do Cerrado está registrada na Junta Comercial de Goiás em nome de Paulo Octávio e da empresa de investimentos imobiliários dele.
O nome da emissora, no entanto, não consta no formulário de bens da Justiça Eleitoral nem na declaração de Imposto de Renda apresentados ao TRE-DF em 2006, quando ele disputou a eleição como vice de José Roberto Arruda (sem partido), suspeito de comandar o mensalão do DEM.
A ausência da rádio na declaração pode configurar crime eleitoral e o vice, hoje protegido pela cúpula do DEM, que quer manter o governo do DF com a sigla, pode ser processado por falsidade documental.
Outro lado
O responsável pela contabilidade de Paulo Octávio afirma que a rádio Voz do Cerrado não consta na declaração enviada à Receita em abril de 2006 porque a empresa entrou em atividade em novembro daquele ano.
O diretor das Organizações Paulo Octávio, Itamar Jardim, confirma que a empresa foi constituída em julho de 2004, em Goiás. Mas alega não ter sido necessário declará-la ao fisco em 2005 e 2006 porque o capital de R$ 1,5 milhão não havia sido integralizado e a emissora não estava funcionando.
Folha
