A escolha de Lígia Feliciano para ocupar a vice na chapa de Lucas Ribeiro já está definida, mas o nome de Adriano Galdino parece longe de desaparecer dos bastidores da base governista. Mesmo depois da decisão, declarações de lideranças mostram que o presidente da Assembleia Legislativa continua sendo lembrado como um nome que muitos gostariam de ter visto na composição.
A sinalização mais recente veio do deputado estadual Chico Mendes, líder do Governo na Assembleia Legislativa. Ao comentar a escolha de Lígia, o parlamentar fez questão de revelar que sua preferência pessoal era por Galdino.
“Não tínhamos como agradar a todo mundo, não tínhamos como ter todos os candidatos à vice de todos os partidos”, afirmou Chico, ao mesmo tempo em que destacou a chegada de Lígia e sua relação pessoal com a ex-vice-governadora.
Mas Chico não foi o único a colocar Galdino em evidência.
Na véspera da definição, Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, também defendeu publicamente o nome do presidente da Assembleia. Durante entrevista, ela afirmou que Galdino teria seu apoio e destacou a lealdade do deputado ao presidente Lula.
“Meu apoio ele teria. Adriano é um cara leal a Lula desde o início”, declarou Estela.
Para ela, Galdino ainda teria uma característica importante para a composição: a capacidade de representar o campo lulista dentro da aliança e defender o nome do presidente durante a campanha.
A sucessão de manifestações dá ao episódio um detalhe político curioso: a vice já tem dona, mas Galdino continua sendo lembrado como se ainda estivesse na disputa.
E, nesse sentido, a escolha de Lígia não apaga a força do nome de Adriano. Pelo contrário. Ao revelar que torcia pelo deputado, Chico Mendes expõe que Galdino tinha simpatizantes dentro do próprio grupo que acabou escolhendo outro caminho.
No fim, Lígia foi a escolhida. Mas Galdino deixou uma espécie de “saudade” política — aquela sensação de que, para parte da base, a composição poderia ter sido diferente.
PB Agora
