A ampla reforma política reclamada pela sociedade em manifestações nas ruas do país ecoou ontem (11), na Câmara do Recife. Para discutir e debater o assunto, o presidente da Casa, vereador Vicente André Gomes (PSB) convidou a União dos Vereadores de Pernambuco, e os deputados federais Tadeu Alencar e Sílvio Costa, além de dezenas de parlamentares de diversas casas legislativas de Pernambuco e de outros Estados. Eles falaram sobre as propostas em tramitação nas casas legislativas federais, Câmara e Senado, e defenderam a reforma que acreditam ser possível fazer.
O presidente da CMCG, Pimentel Filho e o líder da oposição, Olímpio Oliveira, participaram da sessão especial na Câmara do Recife, apresentando suas ideias sobre as mudanças necessárias no sistema, principalmente sobre o voto distrital que são contrários.
Vicente André Gomes abriu o encontro informando que esta seria uma reunião especial para discutir como será o novo pleito eleitoral com a reforma política que se configura. Ele disse que o momento era fértil para se discutir e debater tema de tamanha importância. “Temos de achar um caminho que dê a todos oportunidade democrática. Defendo o Distritão para que todo possam participar. Não represento um bairro, represento a cidade”.
O primeiro a expor as mudanças e pontos polêmicos foi o deputado federal Tadeu Alencar, vice-presidente da Comissão Especial da Câmara Federal. Ele resumiu questões polêmicas como financiamento de campanhas, cláusula de barreira e mudança no sistema eleitoral. Também falou sobre os pontos consensuais como fim da reeleição para o Executivo, mandato de cinco anos para todos os cargos e o fim das coligações partidárias, além da coincidência eleitoral, fundamental para os vereadores.
O deputado federal Silvio Costa fez o contraponto afirmando que era cético às mudanças propostas em relação a 2016. “Cada deputado tem uma reforma própria. Todos querem tempo menor de campanha, também nos une o fim do domicílio eleitoral que exige filiação um ano antes da eleição. Política não é questão de geografia e sim de debates de ideias. A filiação deve ser feita na convenção partidária. A cláusula de desempenho também nos une. Não dá para ter 28 partidos, sem contar que o Brasil é o único país que tem financiamento público e privado de campanha. O fundo partidário só dá dinheiro para o dono do partido”.
Sílvio Costa também é contra a proposta do Distritão por entender que é ruim para democracia. Os partidos pequenos não querem. Para 2016 no entender dele o que deve passar é a proibição de coligação. Para ele, o povo brasileiro já distritalizou a campanha. Ele acha que o país não precisa de reforma política e sim de reforma dos políticos.
O vereador Olímpio Oliveira (PMDB) já havia deixado claro sua posição sobre o voto distrital em entrevistas anteriores, e voltou a falar sobre a possibilidade de não disputar as eleições de 2016, caso o voto distrital seja aprovado no Congresso Nacional.
Olímpio acredita que a provação dessa matéria oficializa as práticas espúrias e que um vereador sério vai preferir se omitir do processo eleitoral. “Não tem sentido participar de um processo que você não acredita”, declarou. O parlamentar afirmou que já é difícil disputar as eleições no modelo atual, imagine com a votação distrital.
Redação
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