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Eliza Virgínia se diz surpresa com denúncia de incitação ao ódio feita pelo MPF e alega ser vítima de perseguição

A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PP), declarou estar surpresa com denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) por incitação ao ódio e discriminação contra a comunidade LGBTQIA+ nas redes sociais. Em entrevista ao programa 60 Minutos, da rádio Arapuan FM, na noite desta quinta-feira (6), a parlamentar disse ser vítima de perseguição.

Saiba mais:
Vereadora Eliza Virgínia é denunciada pelo MPF por incitação ao ódio e discriminação contra a população LGBTQIA+

A denúncia feito pelo MPF e que tramita na 16ª Vara Federal desde o final de fevereiro, é baseada na Lei do Racismo. Se a vereadora for condenada, ela pode enfrentar uma pena que varia de 12 a 30 anos de prisão.

“Na semana do Dia da Mulher, uma mulher está sendo perseguida. E quando falo isso é porque tenho como comprovar. Devo ter uma dezena de processos e em todos eles foram perseguições de homens como Eduardo Varandas, do Ministério Público do Trabalho, que já tentou tirar meu mandato, como Tárcio Teixeira, que é do PSol, partido que também está envolvido nesses processos todos. Eu acho que isso é misoginia, perseguição política”, argumentou a parlamentar.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, as postagens feitas pela vereadora e que deram origem à ação penal ocorreram entre 2021 e 2023 e envolvem declarações de Eliza Virgínia sobre políticas públicas, identidade de gênero e a participação da comunidade LGBTQIA+ na sociedade.

“Faço política em defesa das mulheres. Faço vídeo tentando defender as mulheres. Para que elas possam entrar num banheiro só pra elas e que não passem pelo constrangimento de ter uma mulher trans, que na verdade é um homem biológico. Isso é ciência. Isso não é homofobia”, alegou Virgínia.

Ainda durante a entrevista, a parlamentar disse que ainda não foi notificada pela Justiça e que seus advogados ainda não analisaram a denúncia e acrescentou que confia na Constituição Federal e que, com base nisso, será absolvida das acusações.

“A gente não sabe exatamente o teor da acusação. Qual foi o crime que eu cometi? O crime de defender? o crime de ser parlamentar? Por que muitos parlamentares, inclusive de João Pessoa, já colocaram leis, as mesmas leis que eu coloco, e eles não foram nunca citados ou acusados de nada, e só eu como mulher é que sou?”, indagou a vereadora.

PB Agora

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