A sessão desta quinta-feira (21) na Câmara Municipal de João Pessoa repercutiu a nota divulgada pela Presidência do PT na Capital paraibana na qual o vereador Lucas de Brito (DEM) foi duramente criticado por ter apresentado um voto de aplauso ao Supremo Tribunal Federal (STF), na pessoa do ministro Joaquim Barbosa, pela condenação e prisão dos acusados no escândalo do "Mensalão". Parlamentares como Bruno Farias, Marco Antônio, Renato Martins e até o presidente da Casa, Durval Ferreira, foram solidários ao democrata.

Na nota divulgada pelo Partido dos Trabalhadores, o presidente Jackson Macêdo faz ataques pessoais ao vereador e a sua família, afirmando que ela seria “de Direita” e “de tradição oligárquica”, além de insinuar que o vereador teve o intuito de “expressar todo o seu ódio como integrante de uma elite política conservadora” contra o PT.

Durante discurso na tribuna da Casa, Lucas lamentou a nota, que considerou “desastrosa” por atacar o ministro Joaquim Barbosa; ser agressiva com a imprensa nacional; caluniosa com o parlamentar; e ainda atingir o vereador petista Benilton Lucena, que votou favorável ao requerimento apresentado pelo democrata. “A nota chama a imprensa brasileira de golpista e de direita, mas se solidariza com criminosos condenados. Também faz ataques de cunho pessoal a mim, ao ministro Joaquim Barbosa, e é injusta com Benilton”.

Em apartes, os vereadores Marco Antônio, Renato Martins e Bruno Farias elogiaram a atuação de Lucas de Brito como opositor na Câmara Municipal e lembraram a trajetória de seu avó, Joacil de Brito Pereira, e de seu pai, Eitel Santiago, na vida pública do Estado. O presidente da Casa, Durval Ferreira, foi além e afirmou que não podia admitir um tratamento desrespeitoso com um parlamentar da Casa: “Acho que ele (Jackson Macêdo) foi infeliz com a nota”, destacou o presidente.

Ainda em seu discurso, Lucas de Brito lembrou que nunca se calou diante de denúncias apresentadas contra integrantes do seu partido ou gestores aliados. “Fui o primeiro a citar as ligações perigosas entre a Prefeitura de João Pessoa e a empresa ligada ao escândalo de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres, que era do Democratas e que foi devidamente expulso do partido”. No entanto, o vereador finalizou a participação na tribuna afirmando que perdoa o presidente do PT, Jackson Macêdo, por seus excessos.

 

 

Ascom

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