Integrante da base governista na Câmara Municipal de Campina Grande, o
vereador Renan Maracajá (PSDC) é apontado pela justiça como integrante do esquema investigado na Operação Famintos, deflagrada nesta quarta-feira (24), em Campina Grande e outras cidades.

Renan foi o vereador mais votado na cidade nas últimas eleições municipais. Segundo despacho da Justiça, o parlamentar está envolvido com empresas beneficiadas no esquema que causou um prejuízo de R$ 2,3 milhões.

Na decisão proferida pelo juiz da 4º Vara Federal, Vinícius Costa Vidor, “no que se refere ao vereador Renan Maracajá, verificou-se, por meio das interceptações [telefônicas], que o mesmo também integra o grupo criminoso, valendo-se de empresas compartilhadas com os investigados Severino Maia de Miranda, Marco Antonio Quirino da Silva e Flávio Souza Maia para fraudar os certames públicos”.

Ainda conforme o magistrado, identifica-se materialidade e indícios de autoria dos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, sonegação fiscal, frustração do caráter competitivo de licitação, dispensa ilegal de licitação, fraude na execução do contrato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa.

O vereador não foi alvo de mandados de busca e apreensão e nem de prisão. Desencadeada pelo Ministério Público Federal e pela Contralodoria Geral da União, as duas operações, denunciaram um esquema de fraudes envolvendo a merenda escolar.

As duas operações da Polícia Federal cumpriram 17 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão em órgãos públicos, residências, escritórios e empresas, na manhã desta quarta-feira (24), nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Serra Redonda, Monteiro e Zabelê. As Operações Feudo e Famintos têm o objetivo de combater fraudes em licitações, superfaturamento de contratos administrativo, corrupção e organização criminosa, relacionadas, principalmente, com a merenda escolar.

Durante a operação, o Ministério Público Federal pediu o afastamento do secretário de Administração da Prefeitura de Campina Grande, Paulo Roberto Diniz, e da secretária de Educação, Iolanda Barbosa, que teve mandado de prisão temporária expedido e não foi cumprido até às 16h desta quarta-feira (24) porque Iolanda Barbosa está em um evento em São Paulo.

SL

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