O vereador Alexandre do Sindicato (PHS), explicou os motivos que o levaram a entregar a vice liderança do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), na Câmara Municipal de Campina Grande. Ele disse que “não me curvo ao autoritarismo de ninguém”, referindo-se ao presidente da Casa Pimentel Filho (PSD).
Na tribuna, o vereador criticou contra Pimentel, taxando o presidente de ‘rei e dono do mundo’. Ele disse ainda que não aceitaria gritos e nem vai se curvar ao autoritarismo de Pimentel.
– Ele acha que é rei é dono do mundo,mas esta Casa é do povo, quem manda aqui é o povo, não sou líder ou vice-líder de uma bancada porque não sou melhor do que ninguém, mas sempre respeitei os meus colegas da oposição e ele sabe disso. Não sou, não serei e não me curvo ao autoritarismo de ninguém – disparou.
Em entrevistas nas emissoras de rádio da cidade, Alexandre repetiu que não admitiria ser gritado por ninguém
“Eu não tenho medo de ameaças”, bradou o vereador Alexandre do Sindicato na tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande durante a sessão desta quarta-feira (16), que foi marcada por discussões entre ele e o presidente da Casa, vereador Pimentel Filho (PSD).
Os parlamentares divergiram de matérias que estariam em votação e, em tom exaltado, Alexandre usou a tribuna e desferiu palavras contra o presidente, afirmando que não tem medo de ameaças e que não vai admitir ser gritado por ninguém.
– Essa cidade precisa honrar quem chega aqui com sangue digno e honesto. Não tenho medo de ameaças, porque na época da CPI eu fui ameaçado e nem por isso contei a ninguém. Agora eu exijo respeito, não me provoquem, porque eu não vou ser aqui gritado por ninguém. Tenho respeito por todos os meus pares, por isso vou refrear a minha língua, mas aqui é Casa de poucos – disparou.
Leia trechos do desabafo que o vereador Alexandre do Sindicato (PHS)
“Tenho sido humilhado e gritado aqui, como tem sido muitas vezes, pelo autoritarismo, pela ignorância de quem acha que é rei; é dono do mundo. Esta casa é do povo! Quem manda aqui é o povo! (…) Não me torno refém de absolutamente ninguém. Não sou, não serei, e não me curvo ao autoritarismo de ninguém.
“Só devo homenagem Àquele que está lá em cima, a quem eu vou prestar contas dos meus atos. Tem gente que vive aqui achando que nunca vai se encontrar com Deus, pisando e massacrando. Há meses que isso estava aqui (apontando para a garganta). Não serei gritado por ninguém!
“Agora não sou covarde. Não digo uma coisa na frente do prefeito e, por trás dele, faço outra para me manter no poder.
“Aqui é casa de poucos, não se enganem os senhores. Funciona para manter cinco ou seis aqui perpetuamente. Eu e o vereador Napoleão (Maracajá) somos tratados como lixo; somos tratados como expurgo para permanecer aqui como aborto político, para passar quatro anos e depois ser jogado fora. Isso tem que acabar!
“Não tenho medo de ser intimidado ou ameaçado. Exijo respeito! Não me provoquem, porque não serei gritado. A minha mãe tem 80 anos e ela nunca me gritou.Aqui é casa de poucos e sou tratado como lixo, para que depois eu não volte.
“Paciência tem limites. Fui esculachado durante três anos e três meses. Mas nesses seis meses (restante do mandato atual) não serei mais, por absolutamente ninguém. A Câmara é casa de poucos e de privilegiados.
“Abro mão e sei do prejuízo político que posso ter, mas abro mão da vice-liderança (do governo). O prefeito Romero não merece certos tipos de tratamento que tem aqui (…) Se quiserem esquentar o caldo comigo eu topo, porque ainda tenho muito para dizer”.
Pimentel – O presidente da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), Pimentel Filho, que também faz parte da bancada governista, tentou minimizar as declarações de Alexandre.
– A única coisa que eu disse para ele é que ele deve controlar a bancada e o culpei por isso. Ele perdeu o controle, mas não houve empurrões. O vereador saiu irritado e disse coisas no plenário que ficaram nas entrelinhas. Eu acho isso muito ruim. Mas, até então, eu era o irmãozinho que o vereador não tinha – disse.
Pimentel também afirmou que observou a bancada do governo “solta” e sem liderança.
– Eu não sei como um vereador deixa o plenário quando se tem quatro projetos do Executivo para ser votado – analisa Pimentel, se referindo ao vereador João Dantas, que abandonou a sessão.
O presidente reconheceu que tem um jeito “duro” e alegou que conduz os trabalhos nesse estilo para assegurar a ordem e o respeito na CMCG.
PBAgora
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