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Vereador de CG denuncia que seus projetos estão sendo engavetados pela Mesa

 A disputa eleitoral para governo da Paraíba deixou resquícios e colocou antigos aliados na Câmara de Vereadores de Campina Grande em campos opostos. Nas primeiras sessões ordinárias realizadas após as eleições, o clima  esquentou na Casa de Félix Araújo.

O vereador Miguel Rodrigues (PPS), já deu mostras de que não está mais afinado com a bancada governista na Casa. Em entrevista a Rádio Panorâmica, de propriedade do deputado federal Damião Feliciano, Miguel declarou que foi descriminado na hora de usar a tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande, durante a sessão desta terça-feira, 04, pelo seu colega parlamentar Pimentel Filho (PMDB), que presidia a reunião.

Segundo Miguel, a situação semelhante também aconteceu com o vereador Napoleão Maracajá (PCdoB).

– Não admito esse tipo de tratamento ditatorial, pois somos discriminados aqui. Todo vereador aqui é igual. Não existe um melhor do que outro e a lei garante a igualdade de todos. É importante seguir o regimento da Casa. Nossos projetos estão sendo engavetados e não vou aceitar isso – comentou.

Futuro presidente da Casa, o vereador Pimentel Filho (PR0S) reagiu as denúncias do colega. Pimentel esclareceu que houve um mal entendido durante a sessão desta terça-feira (04), e que ninguém o impediu de falar na tribuna, apenas a discussão havia sido encerrada.

Ele explicou que na ocasião, os vereadores discutiam uma reunião com o governador Ricardo Coutinho (PSB) para tratar da situação hídrica de Campina Grande.

– O que aconteceu foi que a sugestão de irmos a João Pessoa conversar com Ricardo Coutinho já estava resolvida, após a intervenção do vereador Murilo Galdino, que se propôs a intermediar essa reunião com o governador. A vez da palavra era do vereador Marinaldo Cardoso, mas como tudo já estava resolvido, encerramos a sessão – explicou.

Pimentel destacou ainda que essa pauta está na Casa há mais de quatro meses e que Ricardo Coutinho ainda não deu resposta sobre o assunto.

– Já pedimos essa audiência há mais de quatro meses e o governador não deu a mínima ainda. Temos várias opções para a cidade, como a adutora de Acauã para Gravatá, que traria a tranquilidade para a cidade. Isso não custaria nada ao governo – comentou.

O parlamentar garantiu que nunca perseguiu nenhum colega de bancada, como afirmou Miguel Rodrigues.
– Nunca persegui ninguém nesta Casa. Acho que Miguel Rodrigues e Napoleão Maracajá devem ler o regimento interno – pontuou.

 

Severino Lopes

PBAgora

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