Erro 1: Maranhão nomeia filho de juiz que votou pela cassação de Cássio. Erro 2: sem dar explicações, governo torna sem efeito,no dia seguinte à matéria do PB Agora, ato de nomeação do filho do juiz que votou pela cassação de Cássio . Erro 3: governo levanta tese de que foi induzido ao erro para fazer a nomeação.

Em menos de 24 horas, o governo Maranhão III cometeu três deslizes seqüenciais. Sabe que fez lambança. E precisa corrigir. Especialmente, se a imprensa e a opinião pública não esquecerem o assunto. Caso contrário, o governo vai se beneficiar com o mal que assola todo o país: a memória curta.

Em que pese toda legitimidade e competência do advogado Marcelo Weick, atual procurador-geral do Estado, alguém é capaz de acreditar na tese de que tudo não passou de um erro? E por que não nomearam, por engano, o filho do juiz Renan Neves, que votou contra cassação?

Parecem aquelas contas de garçom mal intencionado que só erra pra mais.

Ora, nomear o jovem advogado Rafael Valengo, filho do advogado Nadir Valengo, que representou a OAB no julgamento do Caso FAC contra Cássio, não foi de bom alvitre. Todo o governo sabe disso. “Desnomeá-lo” em seguida, como se fosse uma confirmação do pecado original, também não.

Por fim, levantar a possibilidade de “indução ao erro” exige suspeitas. Não que seja impossível acontecer. Muito pelo contrário. A máquina é muito grande é quem assume sem transição está sujeito a pequenos erros. Mas é que levantar essa tese significa encontrar culpados. De uma forma ou de outra. Tenha sido o erro desproposital ou intencional.

Ou seja, a partir de agora, o governo Maranhão III tem a obrigação de descobrir e apresentar para a sociedade as causas e o (s) causador (es) do equívoco (?). Porque não existe erro sem responsável. E para que a alegação de mal-entendido seja concretizada é preciso personificá-la em alguém ou em alguma coisa.

Caso contrário, em vez de três, o governo estará cometendo o quarto erro: o de achar que o eleitor paraibano é burro. 

 

 

Pode perguntar

Vereador pelo PSDB, o presidente da Câmara de Cajazeiras, Marcus Barros, deu um susto na platéia que assistia ao discurso do prefeito Ricardo Coutinho no Teatro Municipal, durante lançamento de programa de micro-crédito da cidade.

Marcus Barros simplesmente caiu no chão quando a cadeira em que estava sentado partiu-se ao meio no instante em que Ricardo discursava entusiasmado.

Famoso pelos chistes, o ex-deputado Gilvan Freire disparou no salão em tom jocoso: “Foi maldição de Cícero!!”

Será?

O deputado estadual Carlos Batinga, do PSB, foi convidado pelo governador José Maranhão para assumir a prestigiada Secretaria de Planejamento do Estado. Diferente de Guilherme Almeida, que aceitou de pronto convite de Maranhão e causou maior confusão no PSB, Batinga disse que iria consultar o partido.

Deixou Maranhão revoltado.

Confidência socialista

Foi num encontro, por sua passagem em Cajazeiras, com os deputados Marcondes Gadelha e Leonardo Gadelha que o prefeito Ricardo Coutinho assegurou que será candidato ao governo do Estado em 2010 custe o que custar. Pai e filho ficaram estupefatos. 

 

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