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Veneziano transfere votos?

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A eleição de 2010 mostrou que o cabeludo não é um bom cabo eleitoral. Primeiro, a deputada Dona Nilda (sua mãe), mesmo com a força da máquina municipal e estadual, perdeu para o deputado federal Romero Rodrigues, o mais votado da cidade. Segundo, o senador Vitalzinho (seu irmão) perdeu para Efraim Morais que vinha de um escândalo em nível nacional. Terceiro, Dilma, candidata de Vené, perdeu para José Serra. Vale ressaltar que Campina foi a única grande cidade do Nordeste em que Dilma saiu derrotada.

Com essa análise, o potencial de transferência de votos de Veneziano parece ser bem abaixo do que sua candidata Tatiana Medeiros espera. O eleitor pode pensar, ora, se Veneziano não conseguiu fazer a mãe e o irmão mais votados em Campina, o que esperar da neófita Tatiana? Fica a dúvida.

Entretanto, é preciso entender a lógica da transferência de votos em campanhas eleitorais, mais precisamente na lógica eleitoral brasileira. Em 2010, Veneziano pedia votos para aliados, inclusive o ex-governador José Maranhão. Mas este toda a Paraíba já sabia que não venceria em Campina Grande.

A questão agora é que Veneziano irá pedir votos para a continuidade do seu projeto político. Algo parecido com o tipo de transferência de votos de Lula para Dilma, que levou a petista a sair de míseros 3%, ultrapassando Serra já no mês de agosto de 2010. O brasileiro não votou em Dilma, votou na continuidade do governo Lula. O ex-presidente foi o condutor da transferência de votos. Mas a sua boa gestão foi o principal ingrediente para construir a lógica do continuísmo. Com um governo ruim, Lula não elegeria Dilma.

Dessa forma, Veneziano até pode melhorar seu potencial de transferência de votos, levando o debate para o campo da continuidade da gestão. Não para o campo pessoal, pois a eleição de 2010 já mostrou que isso não da certo. A diferença é que Veneziano não é Lula e muito menos conta com uma aprovação de governo igual a do ex-presidente. A segunda gestão de Veneziano foi uma espécie de “mais do mesmo” e não trouxe nada de relevante para Campina Grande. Confesso que esperava mais de Veneziano em seu segundo mandato. Afinal, trata-se de um político inteligente, novo e progressista.

Neste sentido, convencer o campinense do discurso do continuísmo fica bastante difícil. O que esperar da continuidade de um governo que não paga nem o piso salarial do professor? Ao que tudo indica, o eleitor campinense irá marchar com a Oposição. O que não tira Tatiana do segundo turno, mas inviabiliza qualquer perspectiva de vitória. Veneziano tem potencial para fazer Tatiana ultrapassar Daniella Ribeiro. Vencer fica difícil.

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