Veneziano diz que Romero “esqueceu” críticas à Cagepa para fechar acordo com a companhia por causa dos R$ 45 milhões

O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) comentou, durante entrevista concedida em Campina Grande, a decisão da Prefeitura de celebrar Convênio de Cooperação com o Governo do Estado da Paraíba para que a Cagepa continue executando os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade.

Pelo convênio, a PMCG receberá a quantia de R$ 45 milhões. Veneziano destacou, na entrevista, a rápida mudança de postura do prefeito em relação à Cagepa, afirmando que ele resolveu “desdizer” tudo o que dizia da companhia por conta dos R$ 45 milhões que, na qualidade de prefeito, terá à sua disposição com a celebração do convênio.

“Há menos de um ano o prefeito achincalhava, ou, me perdoem o termo, esculhambava a Cagepa, desconhecendo os investimentos e os serviços prestados pela empresa e, num curto tempo, mudou de opinião. À resposta, não cabem dúvidas: pelo fato de a Prefeitura estar a receber R$ 45 milhões pelo convênio celebrado”, afirmou o senador.

Veneziano disse não ter sido surpresa para ele a repentina mudança de postura do prefeito em relação à Cagepa que, mesmo tendo sido atacada veementemente, continuará, a partir do convênio, assinado pelo próprio prefeito, prestando serviços à cidade. “Para alguns, não existem conveniências ou coerências, o que existem são interesses confessáveis de se apegar ao que é mais prático, rápido e imediatista”.

Ele lembrou que o prefeito simplesmente desconhecia tudo o que a Cagepa vinha fazendo em Campina Grande, desconsiderando a sua importância, e de uma hora para a outra mudou. “E mudou por quê? Mudou por conta dos R$ 45 milhões. Veja a incoerência de uma pessoa que, efetivamente, trabalha no pragmatismo do momento”.

Defensor da Cagepa – O senador recordou as diversas vezes em que teve que recorrer à imprensa, às redes sociais e a outros canais de comunicação para rebater as “infundadas e maldosas” críticas do prefeito aos serviços da Cagepa e que, hoje, está atônito com a repentina mudança de postura. “Não sou contra a que a Cagepa continue prestando seus serviços a Campina, eu sou favorável, porque sempre fui. Quem mudou de discurso foi o prefeito. E porque mudou? Porque o dinheiro falou mais alto”.

Destino do dinheiro – Veneziano conclamou a população a acompanhar o destino dos recursos, para que não ocorra, por exemplo, o que ocorreu com o dinheiro da merenda escolar, desviado por uma Organização Criminosa, a ‘Orcim da Merenda’, numa operação descoberta pela Polícia Federal que gerou a prisão de secretários e auxiliares diretos do Prefeito, além de empresários que mantinham contratos com a sua gestão.

Ele lembrou também que, recentemente, a PMCG foi beneficiada com R$ 52 milhões para ações de combate à pandemia da Covid-19 e o que a cidade está vendo, efetivamente, são tímidos investimentos, muitos deles até questionáveis.

“Resta pedir aos campinenses o cuidado de acompanhar onde esses R$ 45 milhões serão destinados, porque a Prefeitura recebeu R$ 52 milhões para ações de combate à Covid-19 e o que vemos de investimentos em Campina? Vemos, por exemplo, as máscaras entregues aqui e em outras quatro cidades sendo questionadas pela sua má qualidade, segundo afirmou, há uma semana, o Tribunal de Contas do Estado”, disse Veneziano.

TCE-PB questionou uso dos recursos – Ele lembrou também que, há 15 dias, o mesmo TCE-PB já questionava a Prefeitura sobre onde e de que forma os recursos de combate à Covid-19 estavam sendo investidos, pois “o prefeito não prestava esclarecimentos e não fazia comprovar o que recebia com aquilo que havia sido gasto”.

Aliados do prefeito também questionaram – Veneziano finalizou dizendo que até aliados do prefeito questionam a aplicação dos recursos, denunciando que boa parte está sendo direcionada a ações políticas. “Há um mês a presidente da Câmara, a senhora Ivonete Ludgério, e o esposo dela, o deputado Manoel Ludgério, aliados do prefeito, diziam que o prefeito e outros aliados estavam utilizando, de forma inadequada, para não dizer inaceitável, os recursos da Covid-19, beneficiando a outros agentes políticos”.

Assessoria de Imprensa

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