Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
A Paraíba vive um momento histórico que carrega uma expectativa singular: a possível reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo. Não se trata apenas de uma disputa comum; é a chance de quebrar um ciclo que dura quase três décadas, uma espécie de “maldição” sobre a reeleição de senadores no estado.
Desde o falecimento de Humberto Lucena, que conseguiu se reeleger em 1994, nenhum senador paraibano logrou êxito em renovar seu mandato. Vários nomes, embora populares e politicamente estruturados, viram suas chances frustradas, e o fenômeno ganhou caráter quase mítico: a Paraíba parece resistir à continuidade de seus representantes no Senado.
Hoje, Veneziano assume a responsabilidade de reverter esse histórico. Diferente de Cássio Cunha Lima em 2018, que tinha a expectativa de vaga garantida e acabou amargando a quarta colocação, Veneziano entra na disputa com a missão de demonstrar que estabilidade e confiança do eleitorado podem prevalecer, mesmo diante de um histórico de derrotas sucessivas de candidatos à reeleição.
Mais do que números e pesquisas, a expectativa em torno de Veneziano reflete também a maturidade política do eleitor paraibano. Se conseguir, ele não apenas renovará seu mandato, mas escreverá um novo capítulo na história política do estado: o fim de uma sequência quase mítica de fracassos em tentativas de reeleição.
A responsabilidade de Veneziano vai muito além do Senado: é a oportunidade de provar que a Paraíba pode, finalmente, quebrar uma “maldição” de quase 30 anos, consolidando confiança e continuidade política. O cenário exige atenção, estratégia e, acima de tudo, um elo de conexão com o eleitor que vá além da retórica, capaz de transformar expectativa em realidade.
Se conseguir se reeleger, se juntará a um seleto grupo de senadores paraibanos que conseguiram renovar seus mandatos desde 1945: Rui Carneiro, eleito em 1950 e reeleito em 1958, 1966 e 1974; Argemiro de Figueiredo, eleito em 1954 e reconduzido em 1962; e Humberto Lucena, eleito em 1978, voltou ao Senado em 1986 e se reelegeu novamente em 1994, permanecendo no cargo até seu falecimento em 1998.
Se Veneziano não vencer, a “maldição da reeleição” continuará viva, e os próximos candidatos terão mais um desafio histórico a enfrentar.
Senadores paraibanos derrotados ao tentar reeleição
Ney Suassuna – disputou a reeleição ao Senado em 2006, quando buscava renovar seu mandato conquistado em 1998. Naquele pleito, ele foi derrotado por Cícero Lucena, que obteve mais votos e garantiu a cadeira no Senado, enquanto Suassuna não conseguiu reeleição.
Cássio Cunha Lima – Disputou a reeleição ao Senado em 2018, mas ficou fora das duas vagas, terminando em quarto lugar e sendo superado por candidatos como Veneziano Vital do Rêgo e Daniella Ribeiro na votação.
Efraim Morais – Depois de ser eleito senador em 2002, tentou se reeleger em 2010, mas não obteve sucesso, ficando atrás dos candidatos eleitos naquele pleito.
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