Por pbagora.com.br

Não são poucas e, muito menos, frágeis as acusações de crime eleitoral que pesam contra o prefeito Veneziano Vital do Rego. No mínimo, e a não ser que Vené tenha uma carta na manga quando se trata de tramitações no Judiciário, é razão para preocupar a assessoria jurídica do prefeito.

Uma delas, a do Caso Maranata I, onde o Ministério Público estranhou contrato milionário da prefeitura com construtora às portas das eleições de 2008, deve marcar o início da Via Crucis do prefeito, a partir do dia 16. Lógico, se alguém não interceder por ele.

Lá, em que pese o direito ao contraditório, as provas são copiosas. Relatório do TCE, parecer de Ministério Público do Trabalho, registros apontando suspeitas relações entre a empresa contratada pela prefeitura e a crescente contratação de funcionários no período eleitoral e depoentes, muitos depoentes.

Alguns deles candidatos a vereador pela coligação do cabeludo.

Logo a Maranata. A mesma empresa que chocou o mais apegado eleitor de Veneziano quando deixou vazar depósito do Fundo Municipal de Saúde na conta de campanha do prefeito. Fato este, inclusive, tema de outra Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

Afora as duas AIJEs, que por si só dariam fortes dores de cabeça, o prefeito de Campina Grande prepara defesa para ação de impugnação de mandato eletivo que vê cadastramento na lista de beneficiados pelo Bolsa-Família por parte da prefeitura de mais de duas mil e quatrocentas famílias em período eleitoral.

Tema que daria, a meu ver, uma repercussão do tamanho dos cheques da FAC, que levaram à cassação de um governador de Estado, e capazes de transformar a vida de Veneziano numa Sexta-Feira da Paixão. Não tivesse o atual prefeito de Campina, no entanto, algumas vantagens sobre o crucificado Cássio Cunha Lima.

Entre elas, a de não está na frente dos objetivos e interesses do Sistema Correio da Paraíba. Dois: ter como adversário o deputado Rômulo Gouveia, que reconheceu a derrota e nunca mais acusou o prefeito de comprar votos.

E, por fim, a sorte de fazer parte de uma legenda que está no governo federal, no governo estadual e no governo municipal.

Vantagens que conferem a Veneziano relativa tranqüilidade que o andamento jurídico das ações, aparentemente, tenta abalar. 

 

 

Soltas no ar

 

 

Viagem cancelada – O deputado Carlos Batinga teve boa intenção quando ensaiou levar o prefeito Ricardo Coutinho para uma visita a cidade de Monteiro. Do Palácio, partiu o recado de Maranhão: “Se levar, apoio Lourdinha Aragão (ex-prefeita de Monteiro) para deputada”.

Batinga cancelou a visita.

Missão de Cícero – Enquanto Cássio estiver nos Estados Unidos aprendendo inglês, o senador Cícero Lucena pretende percorrer toda a Paraíba para aprender a linguagem do eleitor paraibano. Ele prepara extenso roteiro de trabalho para os próximos quatro meses.
 

Mutuamente chateados – Não chamem para a mesma mesa o atual líder do prefeito de João Pessoa, Tavinho Santos (PTB), o secretário chefe da Casa Civil do município, jornalista Nonato Bandeira. Eles andam confrontando opiniões divergentes.

nova casa? – Aliás, fonte informou à coluna que o vice-governador Luciano Cartaxo (PT) tem servido de interlocutor para alguns ex-colegas vereadores junto ao governador José Maranhão (PMDB). Na semana passada, viram Cartaxo levando os vereadores Benilton Lucena (PT) e Zezinho do Botafogo (PMDB) para encontro com Maranhão no Palácio.

Parece que os dois vereadores cansaram do Paço Municipal.
 

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