Vené se diz tranquilo sobre processo de cassação e justifica: “Quem acompanhou a campanha de 2008 sabe quem utilizou de outros expedientes”

Tranquilo. É assim que o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PMDB) se rotulou sobre o processo de cassação que será julgado nesta sexta-feira (26). O peemedebista ainda resolveu rebater as insinuações de adversários sobre a possibilidade de perda de mandato a frente do executivo municipal e aproveitou para alfinetar o bloco que perdeu o pleito municipal de 2008.

“Quem acompanhou o processo eleitoral de 2008 sabe muito bem como se deu e sabe da luta que nós enfrentamos. Quem participou desse pleito sabe quem se utilizou de outros expedientes e por estas razões é que estou plenamente tranqüilo”, falou.

O gestor lembrou que à epóca da campanha, o seu adversário, o deputado federal Rômulo Gouveia (PSDB) era apoiado pelo governador do Estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), enquanto ele só tinha o trabalho desempenhado no 1º mandato.

“Todos os campinenses sabem como foram às condições da disputa, nós enfrentamos uma batalha e o povo optou por nos reconduzir ao cargo”, lembrou.

Apear do pequeno desabafo, Veneziano ratificou confiança no julgamento da Justiça Eleitoral, mas preferiu não estender o assunto.

Entenda o caso

Na ação, o recurso tenta reverter à decisão da 16ª Zona Eleitoral, que julgou improcedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije). O processo acusa o prefeito Veneziano e o vice, José Luiz de atos vedados durante as eleições de 2008.

De acordo com a pauta de publicação, de n.º 41/2010, disponível no Diário de Justiça Eletrônico de ontem, o recorrente é o atual vice-governador eleito, Rômulo José de Gouveia, que na época era candidato a prefeito de Campina Grande.

As acusações que pesam contra Veneziano são de supostas concessões de gratificações e fardamentos escolares em período de campanha. Há ainda denúncias de utilização do programa “Ponto de Cultura” no período eleitoral, além do uso do trevo de quatro “vês” nas obras da Prefeitura.

De acordo com informações do gabinete do juiz relator, o julgamento só pode ser feito 48 horas úteis após a publicação do pedido de pauta. Portanto, a próxima sessão ordinária do TRE-PB que obedece esse prazo é a do dia 26.

A apreciação só não será realizada na data se houver algum imprevisto jurídico na composição do pleno

 

PB Agora

 

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