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Vené garante que não faz restrição à criação de CPI

Veneziano garante que não faz restrição à criação de CPI e diz que ex-tesoureiro tentou constranger ministro do TCU 

 

Alvo de uma avalanche de denúncias formuladas pelo ex-tesoureiro da PMCG Renan Trajano, o deputado federal e ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) afirmou nesta que não tem qualquer restrição à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal (CPI). A proposta da instalação da CPI para averiguar as denúncias feitas pelo ex-tesoureiro foi proposta pelo vereador João Dantas, mas vários parlamentares já se posicionaram contra a Comissão.

 

O ex-auxiliar do prefeito revelou que metade da legislatura anterior no Legislativo municipal teve apoio comprado pelo Poder Executivo, mas sem relevar os nomes dos beneficiários.

Para Veneziano, a criação da CPI será uma oportunidade de Renan esclarecer as informações publicadas na Folha de São Paulo.

 

– A CPI será uma grande oportunidade de ele (Rennan) dizer. É uma questão da Câmara, prerrogativa da Câmara. Não tem problema nenhum – declarou Veneziano.

 

Reafirmando o que disse a Folha, Veneziano enfatizou que as declarações de Rennan Farias, são "infâmias" e "delinquências verbais" sobre as quais "certamente não faltam estímulos e subvenções".

"A obtenção de recursos financeiros em minhas campanhas eleitorais sempre ocorreu conforme as regras legais, sendo as contas respectivas devidamente aprovadas", disse o deputado.

Vital – Em entrevista a Rádio Corrreio, Veneziano lamentou as acusações do seu ex- tesoureiro, em delação premiada ao Jornal Folha de São Paulo, e reafirmou que esse é um assunto requentado e fruto de seus adversários, através de manobras de alguns jornalistas.

 

– Esse é um assunto requentado. Há três anos essas mesmas matérias e temas são reprisados e trazidos por alguns jornalistas. Esse fato de ter sido veiculado hoje, e alguns jornalistas já sabiam, mostra o quão previsíveis são as manobras dos nossos adversários. Se assim não fosse, não teria como preparar o terreno midiático. Sabemos quem são os autores intelectuais, mas tenho o dever de me reportar ao tempo em que lastimo, pois o mesmo conteúdo dessa matéria foi oferecido ao Correio Braziliense e outros veículos nacionais – apontou.

 

Acusado de receber propina e promover esquema de lavagem de dinheiro em seu mandato na Prefeitura de Campina, o peemedebista se defendeu afirmando que essa é uma forma de constranger ele e o seu irmão, o ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho, que é, também, um dos responsáveis pelo julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff.

 

– Não há nada de surpreendente, pois coincidências não existem. Sabemos que os olhos estão voltados para o TCU em nível nacional e aqui na nossa terra uma possível candidatura nossa. Querem constranger o ministro e o deputado, mas não constrangem, pois os pontos abordados são frágeis e sem fundamento e não merecia atenção de uma empresa nacional de comunicação respeitabilíssima como a Folha de São Paulo. O jornalista investigativo de respeito como parece ser, que visitou Campina, não teve contato com a empresa para saber se as obras foram realizadas ou não e lança denúncias. Eu lastimo profundamente esse tipo de comportamento. Não tenho nada a omitir e nem a esconder – assegurou.

 

Severino Lopes

PBAgora

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