Governadores do Nordeste assinaram, nesta quinta-feira 14, a criação de uma entidade colaborativa que pretende gerar economia em compras compartilhadas pelos estados, chamada de Consórcio Nordeste. Com a intenção de baratear a aquisição em grande escala de produtos, essa seria uma “união política para conseguir fazer mais com menos recursos”, segundo declarou o secretário de comunicação do Maranhão, Rodrigo Lago.

De acordo com notas divulgadas nos sites oficiais dos governos e nas redes sociais, o Consórcio auxiliará a região além das compras barateadas – que envolvem medicamentos e viaturas, por exemplo. Entre as demais vantagens, estariam a força política, o aumento de exportações, o intercâmbio estudantil e profissional e a criação de um fundo para facilitar financiamentos e obtenção de recursos. O texto oficial do documento ainda não foi divulgado.

O protocolo fundador do Consórcio foi assinado por todos os representantes dos Estados no II Fórum de Governadores do Nordeste, que ocorreu em São Luís, capital maranhense, também na tarde desta quinta. Na ocasião, João Azevedo, governador da Paraíba, destacou que o encontro servia para alinhar interesses da região que devem ser levados ao governo federal.

Todos os governadores assinaram, também, uma carta conjunta que trata do posicionamento da região em temas como a Reforma da Previdência e mudanças no Estatuto do Desarmamento. Sobre este último, disseram-se “contrários a regras que ampliem a circulação de armas”, citando os casos de Marielle Franco e do massacre de Suzano como tragédias que mostram de aumento na violência causados pelo uso de armas de fogo.

O Consórcio não é o primeiro instrumento de integração entre os estados nordestinos, que possuem também o Banco do Nordeste, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste como mecanismos, estes “essenciais para o desenvolvimento regional”, segundo a carta divulgada.

Nas redes sociais, Rui Costa, governador da Bahia, disse que os 9 estados pretendiam também se comprometer em firmar posições “contra qualquer iniciativa de desvincular receitas da União”, citando educação, saúde a assistência social como exemplos. O petista foi escolhido como o primeiro presidente do Consórcio, que terá cargo rotativo entre os demais governadores a cada ano.

 

Carta Capital 

 


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