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Tumulto e brigas marcam sessão de posse em Alhandra

Vereador Edielson Nunes invocou o Regimento Interno da Casa para comprovar
que três parlamentares estavam com irregularidades e, portanto, impedidos de tomar
posse           
                              
 
 

O que deveria ser uma sessão tranquila, se transformou numa verdadeira
confusão com discussões acaloradas, empurra empurra, tumulto, brigas e
ameaças. A posse dos 11 vereadores eleitos da cidade de Alhandra, marcada
para acontecer na madrugada desta terça-feira (1º), foi aberta  pelo
vereador Beto Januário  que  na condição de parlamentar mais votado no
último pleito tinha a prerrogativa de presidir os trabalhos da posse. Beto
chamou nominalmente os parlamentares para compor a mesa  para, em
seguida,  dar posse a cada um deles.

Antes do juramento e posse, o vereador Edielson Nunes   invocou o Regimento
da Casa, mais precisamente o Artigo 4º, em seu parágrafo 3º, que discorre
sobre a apresentação de documentos, solicitando a apresentação da
declaração de bens dos parlamentares, e ainda a declaração de encerramento
do mandato do vereador Daniel Miguel. A declaração de bens dos vereadores
eleitos foi  apresentada, mas, o vereador Daniel Miguel não mostrou a
documentação de encerramento de mandato, o que de acordo com o Regimento
Interno da Casa, impossibilitaria sua posse na ocasião.

Ainda invocando o Regimento da Câmara de Alhandra, Edielson também
questionou a regularidade dos vereadores Geisa Karla, Josinaldo Pontes e
Daniel Miguel que, como detentores de cargos públicos deveriam ter se
desincompatibilizado de suas funções para somente após esse ato estarem
aptos a tomar posse como vereadores.

Mesmo diante da irregularidade e da clara infração as prerrogativas do
Regimento Interno da Câmara, o vereador Beto Januário ainda insistiu em dar
prosseguimento a sessão de posse alegando que as argumentações de Edielson
não tinham fundamento legal. A partir daí, se travou um discussão acalorada
entre os vereadores  da bancada de situação e os de oposição que não chegou
as vias de fato por causa da interferência de terceiros.

Sem argumentos que balizassem sua decisão e sem o respaldo do Regimento
Interno, o vereador Beto Januário simplesmente deu por encerrada a sessão e
se retirou do recinto sendo seguido pelos vereadores que apóiam o grupo
político do deputado estadual Branco Mendes que fazem oposição ao governo
do PMDB na cidade . Essa atitude causou grande revolta nos demais
parlamentares e nos  populares que lotaram as dependências do Centro Social
Gilberto Valério onde a sessão acontecia, tanto que eles saíram sob vaias.

Mais uma vez, invocando o Regimento da Casa que lhe dava respaldo legal, o
vereador   Edielson Nunes assumiu a presidência dos trabalhos dando
prosseguimento a solenidade de posse dos vereadores eleitos e que ainda
permaneciam no recinto.  Logo após o juramento e depois de empossados, o
vereador Valfredo José, invocou o Artigo 5º do Regimento Interno da Câmara
e apresentou nomes para compor a Mesa Diretora da Câmara.  Em seguida, foi
feita a eleição. O vereador Edielson Nunes foi escolhido para assumir a
presidência, Fernando Arcelino, ficou com o cargo de vice presidente,    o
vereador Edílson Pereira, foi escolhido como 1º secretário e a vereadora
Ozana Alves,  ficou como 2º secretário.

 
Somente por volta das 2h20, o prefeito eleito de Alhandra, Marcelo
Rodrigues e o vice prefeito, Cal Lucena, puderam ser chamados para serem
empossados. Bastante aplaudidos pelas pessoas que lotaram o Centro Social e
acompanhados de suas esposas, Marcelo e Cal antes de se dirigirem a mesa,
ouviram cânticos religiosos. Depois, fizeram o juramento de posse e antes
de se pronunciarem escutaram os vereadores Valfredo José e Fernando
Barbeiro  enaltecerem a importância dessa mudança política na cidade de
Alhandra. Valfredo falou do momento histórico que a cidade começava a viver
a partir de 1º de janeiro e Fernando, que não apoiou a chapa peemedebista
na eleição, mas que agora é da bancada do prefeito Marcelo, disse que não
ficaria contra o povo por isso decidiu apoiar a situação.

O discurso de Cal Lucena centrou-se no agradecimento a Deus, a família, aos
amigos e a todos os colaboradores, que acreditaram num novo tempo para a
cidade. “Vocês confiaram o destino desta cidade a dois homens de pés
rachados, humildes, mas muito honestos e que continuarão assim em qualquer
lugar que eles forem, ou em qualquer cargo que exerçam”, disse Cal.

Marcelo também agradeceu a sua esposa, sua família, e ao povo de Alhandra
que conseguiu enxergar que a cidade poderia ter um futuro diferente, com
mais progresso e desenvolvimento. “Essa vitória não foi de Marcelo, de Cal,
foi do  povo de Alhandra que ganhou gestores que amam a cidade”, disse
Marcelo que fez um pronunciamento de quase 15 minutos, lembrando que
continuará o mesmo cidadão, com a mesma humildade. Ele encerrou seu
discurso com uma frase de Mahatma Gandhi: “Nas grandes batalhas da vida, o
primeiro passo é o desejo de vencer”. Da solenidade todos seguiram para a
principal rua da cidade para  acompanhar a festa popular   especialmente
preparada para a ocasião.
 
 

 

Redação com Assesoria

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