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Tucanos ou papagaios?

Nos últimos meses, o ex-governador Cássio Cunha Lima vem acumulando muitos pontos para o seu programa de milhagem, com freqüentes idas e vindas a determinados estados do País, principalmente Minas Gerais, São Paulo e Brasília – além de alguns vôos internacionais para os Estados Unidos.

Não sei se tem conquistado, também, os pontos políticos que almeja nas inúmeras reuniões que ensejam tantas viagens. Até o momento, o balanço não tem se mostrado positivo, até porque Cícero Lucena continua pré-candidato, e mesmo a reunião com Roberto Jefferson não pôde trazer o PTB de volta para o bloco das oposições.

No tocante às muitas reuniões com Cícero, normalmente intermediadas por nomes de peso nacional do PSDB, são conversas cujos resultados têm sido repetitivos e até enfadonhos. Termina uma reunião, onde nada se resolveu, e a grande decisão foi o agendamento de uma nova reunião. Desse jeito, com tanta conversa para tão pouco resultado, esses tucanos estão mais para papagaios.

Sem sossego

Se, do lado das oposições, o cenário é incerto, não muito melhor se encontra o quadro do bloco aliado ao governador José Maranhão. Luciano Cartaxo faz um papel triste, pública e indelicadamente preterido no cargo de candidato a vice.

Veneziano Vital do Rêgo, o vice que Maranhão deseja, marcou para o dia 20 o anúncio sobre seu destino, mas já deixou patente que vice não será, e mesmo é bastante improvável que deixe a prefeitura para disputar qualquer coisa.

O ex-governador Roberto Paulino, peemedebista, não engoliu sua exclusão da pesquisa Correio/Consult. Outro peemedebista, Wilson Santiago não tem votos, mas quer porque quer uma vaga de candidato ao Senado. Agora, até o novo peemedebista Manoel Júnior também quer o mesmo.

O deputado estadual Carlos Batinga, por sua vez, reclama uma vaga na majoritária para o seu partido, o PSC. Armando Abílio, desembarcando no bloco agora, também vai querer o seu quinhão. Não há sossego em lado nenhum. É pouca vaga para muito interesse pessoal. Sobram vagas apenas na chapa incerta de Cícero Lucena.

Quem é quem?

Nos últimos meses, o cenário político no Estado tornou-se mais incerto a cada semana. Nesse instante, levando-se em conta a existência de três pré-candidatos a governador, é difícil para qualquer um dos muitos profetas políticos da mídia paraibana apontar as composições das chapas majoritárias.

Aliás, esse jogo de previsões está se tornando cada vez mais uma chateação. Ainda mais porque, além da posar de Mãe Diná, as profetadas de grande parte da turma têm menos de sexto sentido que de resposta a interesses dos grupos políticos a que se alinham. Logo, o que não faltam são distorções das mais exageradas e gente dizendo que pau é pedra, pedra é pau. E vice-versa.
 


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