Vereador ‘abre o verbo’ e acusa maioria dos componentes da CMCG de receber sem trabalhar: ‘E ainda tem quem queira aumentar o número de vagas. Pra que?’
O vereador Tovar Correia Lima (PSDB) discorda sobre o projeto que adéqua o texto da Lei Orgânica do município de Campina Grande à Proposta de Emenda Constitucional nacional conhecida como “PEC dos Vereadores” que aumenta o número de vereadores nas câmaras municipais em todo o País e que já foi aprovado desde novembro de 2009, na Casa de Félix Araújo.
Nesta quarta-feira, (15), foi lido um referendo e a partir da próxima legislatura o número de cadeiras na CMCG aumentará de 16 para até 23 vereadores.
Enquanto o vereador Fernando Carvalho (PMDB) se mostra a favor, na contra mão, o vereador Tovar Correia Lima dispara: “Alguns dos que aqui estão já não trabalham, muitos nem sequer comparecem as Sessões e agora querem que esse número seja aumentado. Para que? Deveria era ser reduzido. Campina Grande não precisa de mais vereadores”.
Segundo o autor da propositura vereador Fernando Carvalho, em função do último senso em nível nacional, Campina Grande enquadra-se dentro da sua taxa populacional com um número de vereadores até 23. Sendo assim, em novembro de 2009, Carvalho explicou que a CMCG votou e promulgou o ato. “Sendo assim, a modificação no número de vereadores de 16 para 23 vereadores, já prevalece a partir de 1º de janeiro de 2013”, disse.
Para Fernando a única coisa a ser modificada é o aumento na representatividade popular, ou seja, alguns partidos que não tem representatividade na CMCG, nas próximas eleições poderão compor a Legislatura. Para ele, vai facilitar ainda mais para os que já compõem a Câmara, porque o número de votos úteis para se eleger será reduzido. “Campina Grande só tem a ganhar com os sete novos representantes”, frisou.
Carvalho explicou ainda que a qualidade dos vereadores da Câmara é de inteira responsabilidade da sociedade. “Se as pessoas continuarem vendendo seus votos, terão a representação que merecem aqui na Casa de Félix Araújo. O bom andamento da Legislatura não depende só dos vereadores, mas daqueles que os elegem e os colocam aqui para representar a sociedade, portanto, a sociedade deve escolher bem seus representantes”, finalizou.
Já o vereador Tovar Correia Lima (PSDB) sustentou sua opinião de que o número deveria ser reduzido, mas que por força maior do STF, agora Campina Grande deverá ter mais representantes na CMCG. “Se essa proposta fosse levada a opinião pública, é óbvio que o povo seria contra esse absurdo. Uma cidade do porte de Campina não precisa de 23 vereadores, ora 16 já são suficiente e muitos que foram eleitos, nem sequer comparecem à Câmara. Serão mais para não vir trabalhar?”, ponderou.
Tovar acredita que essa medida não afetará os valores de salários dos vereadores, mas com certeza o próximo presidente da CMCG terá que administrar a mesma verba dos 16 vereadores para os 23. “Isso terá que ser feito com um grande malabarismo e vai acabar reduzindo as verbas repassadas para os gabinetes para assessoria, entre outros gastos que temos no dia-a-dia”, finalizou.
Simone Duarte (@sireporter)
PB Agora
