Tumultuada pela revelação de que a família Sarney foi investigada e grampeada, a política no Maranhão pode sofrer uma reviravolta nesta semana. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma hoje o julgamento de um pedido de cassação do governador maranhense, Jackson Lago (PDT), e do vice, Luiz Carlos Porto, acusados de abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006. Se o TSE concluir que os dois cometeram irregularidades, o governo deve ser assumido pela segunda colocada em 2006, a senadora Roseana Sarney (PMDB).
 

O relator do caso no TSE, Eros Grau, já votou em dezembro, favoravelmente à cassação dos mandatos de Lago e de Porto e à posse de Roseana. Eros Grau concordou com o parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier, que pediu a cassação dos dois e a diplomação da filha de José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.

 

Para Xavier, ocorreu um “despudorado e flagrante abuso e malversação de dinheiro público”. A coligação Maranhão, a Força do Povo, que apoiou a candidatura de Roseana, acusou o governador e o vice de cometerem irregularidades ao assinarem mais de 1,8 mil convênios, totalizando R$ 806 milhões, que teriam o objetivo de cooptar prefeitos e líderes políticos para a campanha.

 

Contratado para atuar na defesa do governador, o ex-presidente do TSE e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Francisco Rezek escreveu um memorial no qual sustentou que o pedido de cassação é uma “tentativa de golpe de Estado pela via judiciária”. Os advogados negam que Lago e seu vice tenham cometido irregularidades na eleição.
 

 

estadao.com.br

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