TSE encaminha ao MP Eleitoral denúncia sobre gastos de Bolsonaro em motociatas

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O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou ao Ministério Público Eleitoral uma petição do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) que pede a investigação dos gastos do presidente Jair Bolsonaro (PL) com cartão corporativo durante motociatas. Moraes despachou em um processo aberto a partir de representação do PDT, que analisa se Bolsonaro vem usando os desfiles de motocicletas organizados por apoiadores para fazer propaganda eleitoral antecipada.

Vaz diz ter identificado gastos de R$ 4,2 milhões com o cartão corporativo de Bolsonaro, via Portal da Transparência da Presidência da República, entre os dias 1º de abril e 5 de maio, período em que ele participou de três motociatas. “Há evidências de que Bolsonaro está fazendo campanha de forma irregular, antes do prazo legal, e, para piorar, com dinheiro público. Quem está pagando pelas motociatas em vários estados do país é o cidadão”, disse o deputado, em maio, ao jornal O Globo. No período, Bolsonaro participou de motociatas em São Paulo, no dia 15 de abril; em Rio Verde (GO), em 20 de abril; e em Uberaba (MG), no dia 30 de abril.

Ação contra a motociata – Olímpio Rocha, que é advogado e já foi candidato a prefeito de Campina Grande pelo PSOL, entrou com uma ação a fim de que a Justiça proíba a “motociata” com a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL) na cidade. O ato organizado por apoiadores do chefe do executivo nacional está previsto para acontecer nesta sexta-feira (24). Na programação também está prevista uma visita ao Parque do Povo, onde ocorre o ‘Maior São João do Mundo’.

Para Rocha, a organização e realização da manifestação pode ser interpretada como propaganda eleitoral antecipada. Ele também alegou que o ato vai contra as normas federais, estaduais e municipais que protegem a saúde pública, considerando que a pandemia de Covid-19 não acabou no país. Ele citou o número de casos em curva crescente no município do Agreste paraibano.

“Não se pode, minimamente, compactuar com a política de morte perpetrada pelo ‘despresidente’ da república, que ri da dor alheia, faz pouco caso do sofrimento das pessoas que perderam seus entes queridos e que, como é público e notório, boicotou a vinda da vacina, sendo diretamente responsável pela morte dos mais de 600 mil brasileiros e brasileiras, entre eles e elas mais de 10.000 paraibanos e paraibanas, e mais de 1.000 campinenses acometidos pela COVID-19!”, disse.

Da Redação

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