Com a Lei da Ficha Limpa, os candidatos nas eleições deste ano tiveram que passar por um pente-fino da Justiça Eleitoral. Muitos deles tiveram a candidatura impugnada, mas recorreram para continuar na disputa.
Alguns foram bem votados e agora aguardam a decisão da Justiça sobre os recursos para avançar ao segundo turno ou tomar posse nos novos cargos.
O Tribunal Superior Eleitoral ainda precisa analisar 2.849 recursos de candidatos que tiveram suas campanhas oficialmente impugnadas nas eleições municipais deste ano.
Entre esses, estão candidatos a prefeito com votos suficientes para mudar o segundo turno, neste domingo. O TSE corre contra o tempo, mas na opinião do ex-ministro do Tribunal Walter Costa Porto esta é uma missão complicada.
Os votos dados a um candidato em julgamento são contados separadamente, e não entram nos resultados oficiais enquanto o candidato não for absolvido.
Se esses votos forem mais da metade do total de votos do município, e a impugnação da candidatura for mantida, a lei eleitoral diz que é preciso fazer uma nova eleição, com outros candidatos.
Isso pode acontecer na cidade catarinense de Criciúma, e em quatro municípios de Pernambuco, um de Goiás e um do Rio Grande do Norte, em que todos os candidatos a prefeito do primeiro turno estavam com pendências nos tribunais eleitorais.
Só a Lei da Ficha Limpa foi responsável por 3.159 recursos – 40% do total que chegou ao TSE.
Até esta terça-feira, o TSE tinha julgado 5.026 do total de 7.875 recursos de candidatos impugnados nas eleições municipais.
Agência Câmara
