Por pbagora.com.br

Em constante troca de farpas, aliados do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT) e do governador Ricardo Coutinho (PSB) debatem quem rompeu primeiro, quem é "oportunista", quem não tem palavra, etc.

 

O jornalista Luís Tôrres, secretário de Comunicação do Estado, relembrou nesta terça-feira (29), um fato ocorrido nas eleições de 2006 para rebater o secretário de Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, que acusou o governador Ricardo Coutinho (PSB) de ser “oportunista”.

 

“Acho que o problema de Adalberto Fulgêncio é que ele tem muito tempo livre para fazer essas declarações. Falar em oportunismo, vocês querem que eu comece por 2006, quando o então líder do governo na Câmara, vereador Luciano Cartaxo, foi indicado pelo então prefeito Ricardo Coutinho para vice na chapa de Maranhão, assinou um documento se comprometendo em retribuir o apoio ao PSB em 2008 e 2010 e depois voltou atrás?”, lembrou Tôrres durante entrevista concedida ao programa Rádio Verdade, da Arapuan FM.

 

Sem esquecer outros episódios, o aliado do socialista destacou a "manobra" que o prefeito fez com a influência do prefeito da epóca das eleições de 2012, Luciano Agra. Para Tôrres, depois da vitória, conquistada pela aliança de Cartaxo com Agra, Luciano foi retirando pouco a pouco os aliados do ex-prefeito.

 

“Ou preferem que eu fale daquilo que ele fez com o ex-prefeito Luciano Agra, que teve um papel fundamental na vitória de Cartaxo em 2012? Depois que assumir a Prefeitura, começou a despejar pouco a pouco os ‘agristas’ da gestão, até serem reduzidos a quase nada, Creio que o secretário Adalberto Fulgêncio não pode falar em oportunismo, de lealdade com um histórico todo desse que permeia a trajetória de quem ele defende hoje”, completou o secretário.

 

Saiba mais

Após ser indicado pelo então prefeito Ricardo Coutinho como vice-governador na chapa encabeçada pelo peemedebista José Maranhão, Luciano Cartaxo assinou documento se comprometendo em apoiar as candidaturas do PSB à Prefeitura de João Pessoa, em 2008, e ao Governo do Estado, em 2010. Apesar do compromisso assumido, Cartaxo se negou a cumprir o acordo.

 

 

Redação