“Além de qualquer discurso cabe as pessoas que dizem alguma coisa provarem. Eu tenho como provar cada coisa que eu digo. É bom quando a gente consegue provar as coisas quando elas são verdadeiras”. A declaração é do governador Ricardo Coutinho quando indagado sobre uma suposta propaganda do PMDB apontando que foi o partido o grande responsável por preparar a Paraíba para a chegada das águas da transposição.

Para o governador, é necessário ter cuidado com o que se fala e o que realmente existe, já que a mentalidade da população hoje é outra. Ela tem com se certificar do que é fato e do que é boato e facilmente pode fazer o juízo de valor. Ricardo assegurou que, indiscutivelmente, o Governo que mais fez adutoras na história foi o atual e desafia qualquer outro a provar o contrário.

“Tem que ter muito cuidado para não ser cabotino, para não extrapolar a única coisa que precisar mover um governador, que é a verdade. O Governo que mais fez adutoras na história da Paraíba, indiscutivelmente, é o atual Governo do Estado. Não existe a menor possibilidade de comparação. É claro que na Paraíba tem uma tese de que as pessoas acham que pelo fato de pensarem, fizeram. Dom Pedro II pensou a transposição, nem por isso deu a ordem de serviço, nem por isso fez 1% da obra que está lá feita. Eu ficaria feliz se alguns dados que são divulgados fossem verdadeiros. A Paraíba seria outra. Mas não são”, lamentou.

Coutinho lembrou que a atual gestão teve que começar praticamente do zero a preparação da Paraíba para receber as águas do Velho Chico e lembrou que algumas, realizadas e executadas em gestões passadas, terão que ser substituídas, justamente pela falta de estrutura adotada para comportar a água.

“Nós tivemos que começar tudo praticamente do zero. Nós tivemos que começar essas adutoras específicas das obras da transposição. Fomos nós que tivemos que começar muitas delas e vamos ter que substituir outras, porque essa adutora chamada de Cariri, que leva a água para uma parte do Curimataú, onde eu fiz a adutora de Sôssego, a gente não consegue colocar água lá porque os tubos são muito finos e a água não pega pressão, ou seja, a coisa é ultrapassada porque foram feitas puxadas de adutoras e não adutoras. Eu tenho cuidado com essa história de números. Quando falo que fizemos 2400 km de estradas, pode ir atrás com uma trena que você vai achar e quando falo que a gente fez 1127 km de adutoras e vamos a 1388 km, pode ir atrás e medir que você encontra”, ressaltou.
Ricardo ressalta os outros podem ‘pensar’ ou ‘achar’ que fizeram algo, mas a população sabe discernir o que é realidade do que é ilusão.

“Não é sonho nem vontade de achar que as pessoas achem que eu tenha feito algo sem que eu tivesse efetivamente feito. O povo sabe das coisas, ninguém se iluda. Não é o fato de se dizer algo que ele passa a ser verdadeiro. O que eu acho concretamente é que nós temos uma pauta pela frente. Eu pedi à bancada da Paraíba, fui atendido por uma parte, a minoria, recursos para a transParaíba, emenda impositiva, que deveria ser usada para elementos integradores do Estado e não par municípios, mas não obtive êxito. Estou tendo que fazer uma obra dessas com recursos próprios. Pedi esse dinheiro para o próprio governo federal para que se fizesse o terceiro eixo da transposição, entrando para o Valé do Piancó, mas não fui atendido, aí vejo essas propagandas, tal, que não condizem com a realidade e acho que ao invés desse tipo de coisa, se tivesse intervenção segura e concreta, a vida seria melhor”, arrematou.

PB Agora

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