No dia seguinte à vitória em plenário, o governo preferiu celebrar a focar em possíveis traições da base aliada. Apesar de ter conseguido somente o apoio de 251 deputados para enterrar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República — menos da metade da Casa —, aliados do presidente preferiram fazer discursos mais sóbrios e evitar ameaças de retaliações. Não que elas não venham, mas serão analisadas com calma, caso a caso, segundo interlocutores do presidente. Para eles, é preciso ter cautela para não correr riscos de aumentar a fissura na base.
O próprio presidente, mesmo com a recomendação médica de repousar, divulgou vídeo nas redes sociais para agradecer os votos obtidos em plenário contra a denúncia que o acusava de obstrução de Justiça e organização criminosa. Temer inicia o vídeo declarando que “o Brasil é sempre maior do que qualquer desafio”. E continua, analisando que o país ficou “ainda mais forte” após ter “as instituições testadas de forma dramática nos últimos meses”. Mediante acordos e barganhas, Temer conseguiu alinhar as articulações políticas que lhe permitiram engavetar duas peças acusatórias na Câmara.
A expectativa de Temer é de que agora terá mais segurança no cargo para governar e tocar as agendas reformistas, sem demais preocupações com a PGR. No vídeo, ele reforça que é preciso “ter foco no que interessa ao povo”. “A ponte que estamos construindo para o futuro é sólida, firme, resistente. Começamos a construí-la ainda em 2015, certos do nosso caminho e convictos do nosso destino”, declarou.
Constrangimento
Fiel escudeiro de Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) demonstrou o descontentamento com o placar, até porque a negociação para manter o presidente no cargo foi muito intensa nas últimas semanas. Para ele, as traições vieram de pessoas que teriam feito solicitações complementares e não foram atendidas. “Não é emenda que não foi liberada. Os compromissos que o governo fez, ele cumpriu. Talvez tenha aparecido gente com pedido complementar”, acredita Marun.
O peemedebista ressalta que ficou claro quem está com o governo e, a partir de agora, é trabalhar de acordo com os interesses dessa base para, a partir dela, conquistar novos votos para as reformas. Entre os principais constrangimentos está a votação no PSDB, à frente de quatro ministérios. O placar do partido se inverteu em relação à primeira denúncia e a maioria votou contra o presidente, ficando 23 a 20.
“Existem ali companheiros valorosos que seria muito custoso não tê-los ao nosso lado. Mas também tem ali uma turma que é difícil de aguentar. Essa votação criou um grande fosso nas relações do PMDB e do PSDB para as eleições de 2018”, afirma Marun.
Da Paraíba o placar de 7 votos contrários à continuação da investigação a 5 votos favoráveis, se confirmou.
Veja como votou cada deputado da bancada federal paraibana:
A FAVOR DA CONTINUAÇÃO DA DENÚNCIA:
Damião Feliciano (PDT)
Luiz Couto (PT)
Pedro Cunha Lima (PSDB)
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB)
Wellington Roberto (PR)
CONTRÁRIOS:
Aguinaldo Ribeiro (PP)
André Amaral (PMDB)
Benjamin Maranhão (SD)
Efraim Filho (DEM)
Hugo Motta (PMDB)
Rômulo Gouveia (PSD)
Wilson Filho (PTB)
Redação
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