Ao contar conversa que teve por telefone com o seu vice, deputado Indio da Costa (DEM-RJ), o presidenciável José Serra (PSDB) acabou falando uma frase de efeito e causando um misto de riso e de desconforto na plateia que o acompanhava.
“Ontem, foi apresentado nosso Indio para a vice-presidência, um homem jovem, preparado, com experiência, que vai crescer muito e ter muito responsabilidade (…) Tem uma namorada e, me disse por telefone, ‘não tenho amantes’. Eu até disse, também não precisa exagerar. O que tem que ser é uma coisa discreta.”
Logo, complementou: “Não estou aqui pregando pular cerca no casamento, mas também não precisa exagerar”, contou Serra em sabatina na CNA (Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária).
Estatização do Estado
O tucano disse ainda que é preciso estatizar o Estado brasileiro, em referência às agências reguladoras que, segundo ele, no governo Lula, foram loteadas pelos partidos da base aliada.
“Nós temos que estatizar o Estado brasileiro. Nós temos que estatizar as agências reguladoras. Elas foram apropriadas por setores privados, partidos políticos, sindicatos.”
Serra voltou a afirmar que, se eleito presidente da República, pretende acumular nos primeiros seis meses de mandato a chefia do Executivo e a presidência da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
“Ela foi extinta por questões de corrupção, foi recriada e continuou como se estivesse extinta, não aconteceu nada. Ela precisa recuperar a idéia de órgão de planejamento”, afirmou o candidato tucano. A promessa já havia sido feita no final de maio, durante lançamento da pré-candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo de Pernambuco.
Serra ainda criticou o andamento da construção da ferrovia Transnordestina. “Eu apresentei a proposta na campanha de 2002 de fazer acontecer a Transnordestina. Ela começou no oitavo ano deste governo. É capital privado, o governo vai entrar com nove, o capital privado com um. E mesmo assim não caminha, embora agora no ano eleitoral tem essa ilusão de que vai caminhar. E ela é crucial”.
A ferrovia é uma das obras previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), uma das vitrines da candidatura da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.
O tucano criticou, ainda, o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manter dois ministérios com posições totalmente antagônicas: Agricultura e Desenvolvimento Agrário. Afirmou que Lula deve se divertir com as divergências e discussões que acontecem entre as duas pastas.
“Não podemos ter dois ministérios que se contrapõem com políticas diferentes. É uma coisa ineficiente isso. Como executivo, nunca botei gente que pensa ao contrário pra ficar me divertindo”, afirmou.
Serra disse que é preciso governar o Brasil com “estrabismo cívico”: “um olho no presente e outro no futuro, como Jean Paul Sartre”.
Folha Online
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