Entidade lança funcionário de carreira para desbancar Feliciano na disputa por vaga no TCU
Num processo inédito no Tribunal de Contas da União (TCU), a associação que representa os auditores do órgão decidiu entrar na briga pela vaga do ex-presidente do tribunal Ubiratan Aguiar, que deverá se aposentar no início de agosto, quando completará 70 anos. A entidade deverá concorrer com o deputado federal da Paraíba, Damião Feliciano (PDT) que está no páreo pela vaga de conselheiro do Tribunal de Contas da União (TCU).
A União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar), com o apoio de entidades civis como a OAB, Instituto Ethos e Movimento Ficha Limpa, lançou a campanha "Ministro Cidadão", defendendo a candidatura do auditor Rosendo Severo. O cargo é disputado por dez deputados da base governista.
No páreo, brigando com a favorita, a deputada Ana Arraes (PSB-PE), estão os deputados Sérgio Carneiro (PT-BA), apoiado pela bancada petista; Osmar Serraglio (PMDB-PR), Jovair Arantes(GO), líder do PTB, Fátima Pelaes (PMDB), Átila Lins (PMDB), Damião Feliciano (PDT-PB), Milton Monti (PR-SP) e José Rocha (PR-BA). Aldo Rebelo (PcdoB-SP) teria retirado seu nome.
Rosendo é auditor há 20 anos e já foi secretário-geral de controle externo no TCU. Ele foi o nome escolhido, de uma lista de 60 nomes entre os 1.600 auditores filiados à Auditar. O assessor de Comunicação da associação, Leonardo Araújo, disse que já há negociações com um líder partidário para que seu partido assuma a indicação de Rosendo.
– A Constituição diz que, dos nove ministros do TCU, três serão indicados pelo Presidente da República e seis pelo Congresso, sendo três pela Câmara e três pelo Senado. Mas não é mandatório que seja um parlamentar. Temos um candidato à altura. Será mais um azarão para entrar nessa briga – disse Leonardo Araújo.
O ‘empregão’ é vitalício, com salário de R$ 25 mil, aposentadoria integral, férias de dois meses por ano, carro oficial, cota de passagens de cerca de R$ 50 mil por ano e assessoria do mais completo corpo técnico da República. Pela Constituição, os nove ministros do TCU devem ter idoneidade moral, reputação ilibada e notório saber jurídico e técnico para exercer o cargo, com experiência de, no mínimo, dez anos nessa área.
Candidatos precisam provar que tem a ficha limpa
A Auditar comemora o fato de que, pela primeira vez, um auditor foi eleito por seus pares, em uma eleição aberta, e se tornou o nome que entidades civis da sociedade brasileira estão apoiando para ser o próximo ministro do TCU. Além de todas as questões técnicas, para participar do processo eleitoral, os candidatos tiveram que apresentar termos de responsabilidade atestando o cumprimento de todos os quesitos previstos na Lei da Ficha Limpa.
Redação
Com O Globo
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