Por Wellington Farias

O governador João Azevêdo (Cidadania) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas) acertadamente retomaram a boa relação institucional que deve pautar homens públicos que ocupam estes respectivos cargos.

Nada melhor para a Paraíba e a sua Capital e o seu povo, assim como para Cícero e João.

Em apenas uma semana de gestão de Cícero Lucena à frente da Prefeitura de João Pessoa, várias parcerias foram seladas. O que denota que os dois estão imbuídos no propósito de se ajudarem mutuamente nas tarefas de administrar.

Ninguém perde
Bom pra Paraíba, ótimo para João Pessoa. Afinal, muitos gargalos que dificultam ações dos governos decorrem da ausência de diálogo, de compromissos com a coisa pública e de parcerias como etas que agora são efetivadas e muito bem divugadas.
Haveremos de ver a solução de importantes problemas que dependiam, exclusivamente, de uma retomada da relação institucional e de ações conjuntas do Governo do Estado com a Prefeitura da Capital.

Tanto da relação de João Azevêdo com Cícero Lucena, como – e por que não? – com o jovem prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, um dos mais promissores frutos políticos da Paraíba neste cenário de quase total falta de renovação de quadros na política paraibana.

Porém…
Nem Cícero Lucena, tampouco sua excelência o governador João Azevêdo devem contabilizar nos cálculos eleitorais para 2022 a conversão destas parcerias administrativas em parcerias políticas-eleitorais.

Aí são outros quinhentos que, pelo próprio dinamismo da política, hoje é fato amanhã poderá não sê-lo.

E, convenhamos, tanto Cícero quanto João sabem disso. Principalmente o Caboclinho de Jatobá, uma das cobras mais bem criadas no Butantan da política.

Em tempo: Os termos cobra criada e Butantã neste contexto não denotam veneno. Cobra criada no sentido de experiente, e Butantan, apenas num trocadilho com o ambiente em que se estudam substâncias dos répteis para produzir remédios para a população.

Aqui, Butantan também faz um trocadilho com a polêmica da vacina que o Brasil tanto aguarda para aplacar a pandemia do coronavírus.

Por quê?
É mais do que claro que a parceria de Cícero com João poderá estar convertida e consolidada no campo político-eleitoral em 2022.

Mas também pode não estar pelo simples fato de que o governador João Azevêdo mais cedo ou mais tarde formará seu bloco para o frevo eleitoral de 2022, reivindicando para ele, o que é justíssimo, a coroa de Rei Momo.

Também pelo fato de que Cícero Lucena depois de traído e excluído de grupo de ex-aliados recebeu acolhida incondicional dos Progressista – leia-se, a poderosa família Ribeiro – partindo este que pela grandeza adquirida ao logo das últimas campanhas e eleições, certamente não abdicará por nada neste mundo do seu protagonismo político no palco que se monta para as eleições ao Governo do Estado em 2022.

O nó
Como diria a minha vó, Mamãe Mocinha, matriarca do falido clã dos Farias do Sítio Canadá: “É aí onde a porca torce o rabo…”

Por Wellington Farias

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